Publicado em 13 de outubro de 2026 às 12:26
A Justiça do Rio de Janeiro voltou a autorizar a realização de Vasco x Boca Juniors no Maracanã, em decisão desta terça-feira (13). O confronto, válido pelo jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana, está marcado para o dia 20 de outubro, às 21h30. A nova determinação reverte a liminar que havia suspendido a liberação do estádio no último sábado (10). A informação foi confirmada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).>
O desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto acolheu um pedido de reconsideração apresentado pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira. Com isso, foi restabelecida a decisão que determina à concessionária Fla-Flu Serviços S.A., responsável pela administração do complexo do Maracanã, que disponibilize o estádio para a partida.>
Entenda a disputa judicial>
A discussão sobre o local do confronto ganhou força após o Vasco buscar na Justiça autorização para utilizar o Maracanã. Na sexta-feira (9), uma decisão do desembargador Marco Antônio Ibrahim determinou que a concessionária liberasse o estádio para o duelo contra a equipe argentina.>
No entanto, no sábado (10), a desembargadora Suely Lopes Magalhães, vice-presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), suspendeu os efeitos dessa decisão. A magistrada acolheu um pedido apresentado pelo Consórcio Fla-Flu e apontou questões processuais, além de considerar o risco de segurança relacionado à realização de outro evento esportivo no mesmo dia: uma partida de basquete entre Flamengo e Botafogo, pelo Novo Basquete Brasil (NBB), no Maracanãzinho.>
A decisão desta terça-feira restabeleceu a autorização para o jogo no estádio. A disputa judicial, portanto, teve diferentes desdobramentos em poucos dias, mas a determinação mais recente é favorável ao pedido vascaíno.>
Segurança e logística foram decisivas>
Um dos principais argumentos para que a partida aconteça no Maracanã foi a segurança pública. Segundo o MPRJ, avaliações técnicas do Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (BEPE), da Polícia Militar, apontaram o estádio como a alternativa preferencial para receber o confronto, levando em consideração estrutura, mobilidade urbana, logística e operação de segurança.>
O Ministério Público também defendeu que a realização de uma semifinal continental exige planejamento específico para o deslocamento e a separação das torcidas, além da proteção dos moradores e frequentadores do entorno.>
Na decisão favorável ao Vasco publicada em 9 de outubro, o desembargador Marco Antônio Ibrahim considerou que os argumentos relacionados à preservação do gramado não deveriam prevalecer sobre as questões de segurança pública e o interesse do clube em mandar a partida no Maracanã.>
A concessionária, por sua vez, havia contestado a liberação do estádio e defendido a necessidade de preservar o planejamento operacional do complexo. A controvérsia também envolveu a possibilidade de utilização do Estádio Nilton Santos como alternativa.>
Mais de 45 mil ingressos vendidos>
Antes da nova reviravolta judicial, o Vasco já havia iniciado a venda de ingressos para a partida no Maracanã. Segundo informações divulgadas, mais de 45 mil ingesssos tinham sido comercializados até o sábado (10).>
O volume de ingressos vendidos reforçou a dimensão logística da discussão, já que uma eventual mudança de estádio exigiria ajustes para atender aos torcedores e à organização do evento.>
Com a decisão mais recente, o clube volta a contar com autorização judicial para realizar o confronto no Maracanã. A partida está prevista para terça-feira, 20 de outubro, às 21h30, pela semifinal da Copa Sul-Americana.>
Primeiro confronto será na Argentina>
Antes de decidir a vaga no Rio de Janeiro, Vasco e Boca Juniors se enfrentam nesta terça-feira (13), na Bombonera, em Buenos Aires, ás 21h30, pelo jogo de ida da semifinal.>
A disputa por uma vaga na decisão continental será definida após os dois confrontos. Com a liberação judicial restabelecida, o Vasco tem autorização para receber o time argentino no Maracanã no duelo de volta.>
Texto por Pedro Moraes.>