Leila dispara em debate da liga: 'tem clube que se acha o Real Madrid da Shopee'

Em tom firme, Leila destacou que ainda vê resistência de parte dos dirigentes e ironizou a postura de quem

Publicado em 6 de abril de 2026 às 19:50

Leila Pereira, presidente do Palmeiras e dona da Crefisa -
Leila Pereira, presidente do Palmeiras e dona da Crefisa - Crédito: Divulgação/Instagram

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, voltou a defender publicamente a criação de uma liga única no futebol brasileiro e não poupou críticas à postura de alguns clubes durante o encontro promovido pela CBF nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro. Para a dirigente, falta união e sobram vaidades no processo de construção de um modelo unificado.

Em tom firme, Leila destacou que ainda vê resistência de parte dos dirigentes e ironizou a postura de quem, segundo ela, tenta se colocar acima do coletivo. “Tem clubes que acham que são o Real Madrid… o Real Madrid da Shopee, talvez. Para chegar a algum lugar, é preciso ter os pés no chão. Ninguém é maior que ninguém. Eu, como presidente do Palmeiras, sei que preciso dos outros clubes. Não jogo sozinha”, disparou.

A dirigente relembrou que, ao assumir o comando do Palmeiras, tentou costurar um bloco unificado, mas não houve consenso — o que acabou originando a Libra, da qual o clube faz parte. Ainda assim, Leila reforçou que o objetivo continua sendo a criação de uma liga forte, capaz de valorizar o produto e equilibrar o protagonismo entre os participantes. “O Palmeiras precisa disputar um campeonato valorizado, em que todos tenham peso igual, independentemente de torcida ou receita. Esse sempre foi o meu entendimento”, afirmou.

O encontro promovido pela CBF apresentou a clubes das Séries A e B um estudo inicial para viabilizar um modelo único. Atualmente, o futebol brasileiro está dividido entre dois blocos comerciais, Libra e FFU. A entidade federal estabeleceu um cronograma que prevê a coleta de propostas até julho e a elaboração do estatuto da liga até dezembro.

Para Leila, a participação ativa da CBF será determinante para que o projeto finalmente avance. “Sem a CBF, a liga não sai. Hoje foi apenas uma conversa inicial, mas a CBF não quer impor nada. Ela quer ouvir, organizar e ajudar no processo. Todos dependemos uns dos outros”, concluiu.