Léo Condé vê evolução do Remo apesar de derrota para o Coritiba: 'Equipe mais agressiva'

Treinador destaca postura competitiva e mudanças táticas da equipe, mas reforça necessidade de pontuar para sair da parte baixa da tabela.

Publicado em 16 de março de 2026 às 08:55

Léo amargou a segunda derrota seguida no Remo - 
Léo amargou a segunda derrota seguida no Remo -  Crédito: Raul Martins/Remo

A derrota para o Coritiba, no Estádio Couto Pereira, marcou o segundo jogo e também o segundo revés de Léo Condé no comando do Remo. Mesmo com o resultado negativo, o treinador avaliou positivamente a atuação da equipe e apontou sinais de evolução, principalmente na organização defensiva e na competitividade apresentada ao longo da partida válida pelo Campeonato Brasileiro.

Para o confronto, Condé promoveu alterações importantes no esquema tático utilizado pelo clube desde a temporada passada. O técnico optou por abandonar o modelo com três homens de frente e escalou o time com dois atacantes.

Após o jogo, o treinador destacou que o Remo conseguiu neutralizar pontos fortes do adversário, especialmente no meio-campo e nas jogadas de transição rápida. Segundo ele, o primeiro tempo foi equilibrado e dentro da proposta planejada pela comissão técnica.

“A gente sai bastante chateado, mas ao mesmo tempo, a equipe hoje caminhou mais no sentido do que a gente gosta. A gente fez um primeiro tempo equilibrado, onde a gente optou por povoar o meio-campo, onde eles são fortes, e tiramos um pouco a transição deles, onde eles são fortes com Breno Lopes e Ronier”, disse.

“Hoje o que me agradou foi a postura da equipe, competiu, foi mais agressiva, não deixando o adversário se sentir a vontade dentro do jogo, no segundo tempo principalmente. A gente conseguiu encurtar essa boa equipe do Coritiba, que venceu Cruzeiro e Corinthians fora, conseguimos jogar uma partida de igual pra igual, em alguns momentos até melhor”, completou o treinador azulino.

Sobre a mudança no modelo ofensivo, o técnico explicou que a intenção era acelerar as jogadas pelos lados do campo e explorar espaços deixados pelo rival. No entanto, o gol sofrido acabou impactando o andamento da partida. Ainda assim, o comandante azulino afirmou que a equipe conseguiu se reorganizar e terminou o primeiro tempo com maior volume de jogo, embora tenha pecado nas decisões finais.

“Fizemos a opção de fazer uma transição rápida, com Jajá aberto pela direita e Alef pela esquerda, tivemos até possibilidades, infelizmente numa fatalidade, de um lance que a gente perdeu, eles conseguiram chegar ao gol”, explicou.

O técnico lembrou ainda que chegou recentemente ao clube e que o calendário apertado tem dificultado a implementação completa de ajustes táticos. A expectativa é aproveitar uma futura semana livre para treinos após o confronto contra o Bahia, quando poderá trabalhar com mais tempo uma base definida do elenco.

Antes disso, o Remo terá desafios importantes pela frente. A equipe enfrenta o Flamengo na próxima quinta-feira (19) e, em seguida, encara o Bahia no dia 21, partidas que servirão para novas avaliações do elenco e possíveis mudanças na formação.

"Não tivemos tempo pra treinar, talvez depois do jogo com o Bahia, nós temos alternativa de trabalhar a semana toda com uma equipe base, mandar uma equipe alternativa pra fazer o jogo da Copa Norte, e a gente ter uma semana de trabalho. De qualquer forma ainda temos Flamengo e Bahia pela frente, a gente vai observando de um jogo para o outro, percebendo de dificuldades. Quando entender que tem mudar peça, vou mudar, quando eu sentir que tem que mudar a plataforma de jogo, vou mudar", finalizou.