Marido acusado de explorar esposa sexualmente pode pegar 10 anos de prisão, na Suécia

Caso envolve mais de 120 homens investigados por compra de encontros sexuais organizados pelo próprio companheiro da vítima

Publicado em 25 de maio de 2026 às 17:42

Caso envolve mais de 120 homens investigados por compra de encontros sexuais organizados pelo próprio companheiro da vítima
Caso envolve mais de 120 homens investigados por compra de encontros sexuais organizados pelo próprio companheiro da vítima Crédito: Reprodução 

A promotoria da Suécia pediu a condenação de um homem de 62 anos a 10 anos de prisão por suspeita de explorar sexualmente a própria esposa em um esquema que também envolve dezenas de outros investigados. Segundo as autoridades, ao menos 121 homens foram identificados por supostamente terem pago pelo sexo intermediado pelo marido da vítima.

De acordo com a investigação, os encontros sexuais eram organizados pelo homem e, em muitos casos, gravados sem o conhecimento dos suspeitos. As imagens foram apreendidas e passaram a integrar o conjunto de provas do processo.

A televisão pública sueca SVT informou que cerca de 30 pessoas já foram formalmente indiciadas. No entanto, parte dos investigados pode não ser processada, já que a legislação do país prevê prazo de prescrição de dois anos para o crime de compra de serviços sexuais.

Segundo a acusação, o esquema teria começado em agosto de 2022. Isso significa que encontros mais antigos podem não ser alcançados pela Justiça, o que pode beneficiar parte dos envolvidos.

O homem foi preso em outubro de 2025 e responde por uma série de crimes graves, incluindo exploração sexual agravada, oito acusações de estupro, quatro tentativas de estupro, agressão e ameaças ilegais. Ele nega todas as acusações.

Após a prisão, a esposa da vítima entrou com pedido de divórcio. A advogada que representa a mulher, Silvia Ingolfsdottir, afirmou que o caso se aproxima de um cenário de tráfico humano.

“O crime é o mais próximo que se pode chegar do tráfico humano”, disse a defensora.

As autoridades informaram ainda que os suspeitos são de diversas regiões da Suécia, com idades entre 30 e 70 anos.

Entre eles está um homem que trabalhava com cuidados de crianças em lares adotivos. Ele declarou à polícia que não sabia que o intermediador era marido da vítima. No entanto, em depoimento, admitiu ter pago mais de uma vez pelos encontros e que as relações ocorreram em um intervalo de apenas nove dias.