Michaela Fregonese surfa onda de 12 metros em SC e quebra recorde nacional feminino; assista

Big rider brasileira garantiu a maior marca do país na Laje da Jagua, conhecida como a "Nazaré Brasileira", após encarar um paredão de água gerado por um ciclone no Sul.

Publicado em 27 de maio de 2026 às 10:27

Michaela Fregonese surfa onda de 12 metros em SC e quebra recorde nacional feminino
Michaela Fregonese surfa onda de 12 metros em SC e quebra recorde nacional feminino Crédito: Reprodução/Redes sociais

O surfe brasileiro feminino acaba de alcançar um novo patamar histórico. A big rider Michaela Fregonese conquistou o recorde de maior onda já surfada por uma mulher em águas nacionais ao domar uma verdadeira montanha de água de 12,25 metros de altura. O feito aconteceu na mística bancada da Laje da Jagua, localizada em mar aberto na costa de Jaguaruna, no Litoral Sul de Santa Catarina. A marca histórica foi oficializada após uma análise científica minuciosa das imagens da sessão, realizada pelo oceanógrafo Douglas Nemes, especialista em dinâmica oceânica.

A oportunidade de ouro surgiu após a passagem de um forte ciclone pelo sul do Brasil, fenômeno que gerou um dos maiores swells (ondulações) do ano e transformou as condições do mar no pico, que é carinhosamente apelidado no mundo do surfe como a "Nazaré Brasileira".

Assim que avistou as previsões meteorológicas bombásticas, Michaela não pensou duas vezes: entrou em contato com os Jagua Boys, uma equipe de pilotos e surfistas locais altamente especializada no gerenciamento de riscos daquela região, e viajou para se juntar a uma força-tarefa de atletas de elite.

O time reunido na água parecia uma constelação do esporte. Além da equipe local, o grupo contava com o ex-membro da elite mundial Marco Polo, o experiente surfista de ondas grandes Vinicius dos Santos, o piloto Fabiano Tissot e ninguém menos que o campeão mundial Lucas Chumbo. Inclusive, Chumbo estava no local em uma missão paralela bem parecida, tentando superar o seu próprio recorde geral absoluto no país (uma parede de 14,82 metros surfada na mesma laje no ano passado).

O momento do recorde de Michaela foi cirúrgico e aconteceu logo na primeira descida do dia, mostrando que a estratégia traçada funcionou perfeitamente. Conduzida pelo experiente surfista João Paiva na pilotagem do jet ski, a atleta foi lançada na crista do paredão através da técnica de tow-in (onde o surfista é puxado por uma corda).

O drop foi tão perfeito e impressionante que o piloto relembrou o momento com emoção, destacando que a confiança de Michaela era tão nítida que ele já gritava para o grupo liberar a entrada dela. Segundo o piloto, quando a atleta soltou o cabo, a energia e a imponência da onda lembraram a temida bancada de Jaws, no Hawaii, consolidando o dia como um marco eterno para o esporte nacional.