'Ninguém jogou a toalha', diz presidente do Remo sobre crise na temporada

Tonhão reconhece falhas no planejamento da temporada e afirma que diretoria segue trabalhando para tirar o clube da zona de rebaixamento.

Publicado em 28 de abril de 2026 às 07:55

Presidente azulino fez balanço do momento vivido pelo clube - 
Presidente azulino fez balanço do momento vivido pelo clube -  Crédito: Samara Miranda/Remo

O presidente do Clube do Remo, Antônio Carlos Teixeira, conhecido como Tonhão, se pronunciou nesta segunda-feira (27) sobre a crise enfrentada pelo time na temporada. Em declaração sem a presença de jornalistas, o mandatário azulino esteve acompanhado do vice-presidente Glauber Gonçalves e do executivo de futebol Luiz Wagner para prestar esclarecimentos à torcida sobre o momento delicado vivido pela equipe.

Atualmente, o Remo ocupa a zona de rebaixamento da Série A do Campeonato Brasileiro e vive forte pressão por resultados. Logo no início da fala, Tonhão admitiu falhas no planejamento da temporada, mas reforçou confiança na recuperação do elenco.

"Essas crises, esses problemas, a gente já tá acostumado. A gente vem passando desde a Série C e o final é sempre feliz e é essa esperança, essa fé que nós estamos tendo. Ninguém jogou a toalha aqui. Está todo mundo trabalhando dia a dia para que a gente possa trazer condições para que dentro do campo o clube corresponda à nossa expectativa e saia dessa situação, que é na zona do rebaixamento", disse Tonhão.

Segundo o presidente, o clube já superou situações difíceis em anos anteriores e acredita em nova reação. Ele destacou que ninguém dentro da diretoria desistiu da permanência na elite nacional e garantiu empenho diário para mudar o cenário dentro de campo.

Tonhão também explicou que o acesso à Série A, conquistado apenas no fim de novembro diante do Goiás, reduziu significativamente o tempo de preparação para 2026. De acordo com ele, o curto prazo dificultou o processo de montagem do elenco.

"O Remo vem de uma sequência de acessos. Foi um trabalho dessa diretoria em trazer o Remo para uma série de elite do futebol brasileiro depois de 32 anos. Tem muito torcedor que nem era nascido quando o Remo participou da Série A. Tivemos alguns problemas", iniciou.

Outro fator citado foi o período de férias regulamentares dos funcionários do clube, o que atrasou o início efetivo das movimentações no mercado. Com isso, o Remo precisou montar praticamente três equipes diferentes para disputar simultaneamente a Série A, o Campeonato Paraense e a Copa Norte.

"Tivemos nosso acesso resolvido no final de novembro, no acesso contra o Goiás. Tivemos um período de férias regulamentar e não pudemos fazer nada, só viabilizar algumas contratações. Tivemos que iniciar a temporada no começo de 2026 e tivemos logo em seguido o início do Campeonato Paraense, com a Super Copa Grão-Pará e no dia 28 de janeiro o início do Campeonato Brasileiro, que normalmente começa em abril. Infelizmente tivemos que agir com rapidez e alguns erros foram cometidos. Tivemos que fazer três times. Reconheço que nossa incompetência, nosso fiasco, foi a perda do Campeonato Paraense e a desclassificação precoce na Copa Verde", finalizou Tonhão.