Publicado em 24 de abril de 2026 às 08:44
A menos de um mês da convocação final para a Copa do Mundo de 2026, o torcedor brasileiro vive um misto de ansiedade e déjà-vu. No próximo dia 18 de maio, Carlo Ancelotti anunciará os nomes que buscarão o hexa, mas o Departamento Médico da Seleção está mais movimentado do que o esperado. Entre cortes definitivos e astros em "algodão doce", o cenário exige nervos de aço e soluções criativas.>
A notícia mais pesada é a ausência de Rodrygo. O "Rayo" do Real Madrid está oficialmente fora do Mundial após uma cirurgia complexa no joelho. No ataque, a preocupação se estende à jovem promessa Estêvão. O jogador do Chelsea sofreu uma lesão grave na coxa direita e corre contra o relógio para não virar apenas um espectador do torneio.>
Outros nomes que costumam ser pilares da equipe também geram alertas. Raphinha e o goleiro Alisson tratam lesões musculares, enquanto Éder Militão e Lucas Paquetá deram sustos recentes que ligaram o sinal amarelo na comissão técnica.>
A mística de 2002: O exemplo que vem do passado>
Para os mais otimistas, a situação atual lembra muito a trajetória do último título mundial. Em 2002, o Brasil chegou à Copa sob extrema desconfiança física. Ronaldo Fenômeno vinha de um longo hiato por graves cirurgias no joelho e muitos duvidavam que ele suportaria o ritmo do torneio. No final, ele não só jogou como foi o artilheiro.>
Naquela época, a perda do capitão Emerson, que se machucou em um treino recreativo às vésperas da estreia, abriu espaço para Gilberto Silva, que se tornou peça fundamental do esquema de Felipão. Em 2026, a história parece se repetir: se Rodrygo e Estêvão deixarem lacunas, quem serão os "novos Gilbertos"?>
O fator Neymar e a espinha dorsal>
Se em 2002 tínhamos o mistério sobre Ronaldo Fenômeno, em 2026 o nome da vez é Neymar. O craque voltou a atuar este ano, mas sua participação depende de um rígido controle de carga. Ele é o "fiel da balança": se estiver bem, eleva o patamar do time; se não, abre uma lacuna de liderança técnica difícil de preencher.>
O cenário atual é um "déjà-vu" do que vivemos na Coreia e no Japão. Naquela época, o Brasil chegou desacreditado:>
O drama de Ronaldo: O Fenômeno vinha de anos de cirurgias e era uma incógnita.>
O corte inesperado: Emerson, o capitão, se machucou às vésperas da estreia em um treino.>
A solução: Gilberto Silva entrou, deu equilíbrio ao meio, e Ronaldo se tornou o herói do título.>
Hoje, se as estrelas principais não puderem jogar, a oportunidade cai no colo de quem já superou problemas, como Bruno Guimarães e Marquinhos, que voltaram bem de lesões recentes.>
Calendário de testes e estreia>
Antes de encarar o Grupo C na Copa, onde enfrentará Marrocos (na estreia em 13 de junho), Escócia e Haiti, o Brasil terá dois amistosos decisivos contra Panamá e Egito.>
Serão os últimos ensaios para Ancelotti decidir se apostará na recuperação de seus talentos ou se chamará novos nomes para repetir a mística de 2002.>