Pikachu volta a criticar gramado do Mangueirão: 'O Brasil vai ver, não tem condições'

Dirigentes e jogadores apontam condições precárias do campo após vitória sobre o Bragantino, a poucos dias da estreia azulina em casa na Série A.

Publicado em 25 de janeiro de 2026 às 10:55

Pikachu lamentou o gramado ruim do Mangueirão - 
Pikachu lamentou o gramado ruim do Mangueirão -  Crédito: Samara Miranda/Remo

O estado do gramado do Mangueirão voltou a ser duramente criticado neste sábado (24), durante a estreia do Clube do Remo no Campeonato Paraense, na vitória por 2 a 1 sobre o Bragantino. Antes, durante e após a partida, dirigentes e atletas demonstraram preocupação com as condições do campo, avaliando que o problema compromete o rendimento técnico das equipes e ganha contornos ainda mais graves com a proximidade da estreia do Leão Azul em casa pela Série A do Campeonato Brasileiro.

As reclamações não são novidade. O tema já havia sido levantado na final da Supercopa Grão-Pará, contra o Águia de Marabá, mas voltou ao centro do debate neste fim de semana. Antes da bola rolar, o executivo de futebol do Remo, Marcos Braz, comentou sobre os serviços realizados recentemente no estádio pelo Governo do Estado, mas admitiu que trechos do gramado já não apresentam condições adequadas de recuperação.

Após o apito final, o discurso ganhou tom mais incisivo. Autor do gol da virada, Yago Pikachu fez um alerta sobre a exposição nacional que o Mangueirão terá em breve, com jogos do Brasileirão.

“Não tem condições de jogar no Mangueirão. Daqui a uma semana vamos jogar pelo Brasileirão, o Brasil inteiro vai ver que não tem condições nenhuma de jogar aqui”, declarou o jogador.

O Remo estreia no Mangueirão pela Série A no dia 4 de fevereiro, contra o Mirassol, pela segunda rodada da competição. Antes disso, o time azulino encara o Vitória, fora de casa, na quarta-feira, pela rodada inaugural. Com pouco tempo disponível, clube e autoridades responsáveis pelo estádio terão de buscar soluções rápidas para um gramado que, segundo avaliações internas, já apresenta áreas comprometidas de forma definitiva.

Nos bastidores, a situação do campo passou a ser tratada como prioridade, não apenas pelo impacto direto no desempenho esportivo, mas também pela visibilidade nacional que o estádio terá com o retorno do futebol paraense à elite do futebol brasileiro.