Presidente da Conmebol antecipa que Copa do Mundo de 2030 terá 64 seleções

Alejandro Domínguez 'cravou' a ampliação do torneio centenário em suas redes sociais logo após o encerramento da edição de 2026.

Publicado em 20 de julho de 2026 às 15:34

Presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez.
Presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez. Crédito: Reprodução/Conmebol

No dia seguinte ao final da Copa de 2026, vencida pela Espanha, o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, utilizou suas redes sociais para anunciar que a edição de 2030 contará com a presença de 64 equipes. O dirigente celebrou o fato de o Mundial centenário ter partidas inaugurais na América do Sul, especificamente no Uruguai, Argentina e Paraguai, como forma de homenagear a primeira disputa ocorrida em 1930. Após esses duelos iniciais no continente sul-americano, a competição seguirá para as sedes principais localizadas na Espanha, em Portugal e no Marrocos.

Embora Domínguez tenha dado a ampliação como certa, a FIFA ainda não oficializou a mudança no formato do torneio. O presidente da entidade máxima do futebol, Gianni Infantino, esclareceu que o assunto será debatido com calma após o término do ciclo de 2026, reforçando que a prioridade é permitir que todas as nações tenham o sonho de disputar a competição. A Copa de 2026 foi a primeira a utilizar o modelo de 48 participantes, e os números positivos do evento motivam a discussão sobre um novo aumento no número de seleções.

A proposta de expansão para 64 seleções elevaria o total de partidas para 128, o que gerou resistência imediata de importantes órgãos esportivos. O sindicato internacional de atletas, FIFPRO, e a UEFA manifestaram preocupação com o desgaste físico dos jogadores e o impacto negativo no calendário das Eliminatórias. O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, chegou a classificar a ideia como prejudicial, enquanto o sindicato projeta que atletas de elite possam enfrentar uma rotina de até 83 partidas por temporada se o formato mais amplo for aprovado.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.