Quase 10 anos após acidente aéreo, Chapecoense é condenada por morte de jornalista

Justiça entendeu que o clube assumiu riscos ao contratar a empresa aérea LaMia para o voo que caiu na Colômbia em 2016.

Publicado em 19 de maio de 2026 às 16:53

Imagem após a queda do avião que transportava a equipe da Chapecoense na Colômbia, em 2016.
Imagem após a queda do avião que transportava a equipe da Chapecoense na Colômbia, em 2016. Crédito: Wilson Pardo

A Justiça de Santa Catarina condenou a Associação Chapecoense de Futebol a indenizar a família do jornalista Giovane Klein Victoria, uma das vítimas da tragédia aérea ocorrida em novembro de 2016, na Colômbia. A decisão foi tomada quase dez anos após o acidente que matou 71 pessoas.

Segundo a sentença da 2ª Vara Cível de Chapecó, o clube teve responsabilidade ao optar pela contratação da empresa aérea LaMia, considerada mais barata, mesmo havendo alternativas apontadas como mais seguras. O juiz também destacou que a conduta da companhia “beirava o dolo”, diante das falhas identificadas nas investigações sobre o voo.

A decisão determina o pagamento de R$ 150 mil para a esposa do jornalista e outros R$ 150 mil para os pais da vítima. Giovane estava no avião como convidado da Chapecoense para acompanhar a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional.

O acidente aconteceu na madrugada de 29 de novembro de 2016, quando a aeronave caiu próximo à cidade de Medellín. Investigações concluíram que a queda ocorreu por falta de combustível. Apenas seis pessoas sobreviveram.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.