Publicado em 31 de julho de 2026 às 08:09
O Clube do Remo segue em busca da recuperação no Campeonato Brasileiro da Série A, mas a falta de regularidade continua sendo o principal obstáculo para o Leão Azul deixar a zona de rebaixamento. A equipe alterna boas atuações com derrotas importantes e, apesar de demonstrar capacidade para competir contra adversários de maior investimento, ainda não conseguiu transformar esse desempenho em uma boa sequência de resultados.>
Após o retorno da competição, o Remo chegou a criar expectativa de reação. O período de paralisação para a Copa do Mundo foi utilizado pela comissão técnica para ajustes táticos, recuperação física do elenco e treinamentos específicos. A expectativa era de que o tempo de preparação proporcionasse uma arrancada na segunda metade da temporada, mas os primeiros compromissos mostraram que a equipe ainda enfrenta dificuldades para manter o mesmo nível de atuação durante os 90 minutos.>
O principal problema azulino tem sido justamente a oscilação. Quando consegue encaixar seu jogo, o Remo demonstra competitividade e cria chances de conquistar pontos importantes. No entanto, falhas defensivas, queda de rendimento ao longo das partidas e a dificuldade para transformar oportunidades em gols acabam comprometendo os resultados.>
Nas últimas oito partidas disputadas, o Leão Azul alcançou quatro vitórias, mas intercalou os triunfos com empates ou tropeços, frustrando a expectativa da torcida por uma estabilidade em alta.>
Na 14ª rodada, o Remo bateu o Botafogo (2x1). Na rodada seguinte, empatou com o Palmeiras (1x1). O time de Léo Condé voltou a vencer na 16ª rodada, quando bateu a Chapecoense (3x2). Esse resultado foi acompanhado de um resultado negativo diante do Athletico-PR.>
O Leão voltou a vencer quando encarou o São Paulo, antes da pausa para a Copa de 2026, por 1 a 0. Após o Mundial, sofreu um duro revés contra o Corinthians (3x0). Tirou o gosto amargo com o Triunfo diante do Vitória, 2 a 0, mas perdeu logo na partida seguinte, para um outro Leão, o Mirassol (2x1).>
A campanha ilustra essa instabilidade. Em diversas oportunidades, o Leão reagiu após resultados negativos e alimentou a esperança da torcida, mas acabou voltando a tropeçar na rodada seguinte. Esse cenário impede que o clube consiga embalar uma sequência capaz de tirá-lo da parte de baixo da tabela, mantendo a pressão sobre jogadores e comissão técnica.>
Além da necessidade de evoluir dentro de campo, o Remo terá uma sequência decisiva nas próximas rodadas. O calendário reserva confrontos diretos e partidas diante de equipes que também brigam por objetivos importantes na competição, tornando cada ponto conquistado fundamental na luta contra o rebaixamento.>
Outro fator que aumenta a preocupação é o equilíbrio da Série A. A distância entre as equipes da parte inferior da classificação permanece pequena, fazendo com que uma vitória possa recolocar o Leão na disputa por uma reação, mas uma nova derrota aumente ainda mais o risco de permanência no Z-4. Esse cenário exige uma mudança de postura imediata para que o clube não desperdice oportunidades de recuperação. Caso tivesse vencido o Mirassol, na última quarta-feira, dia 30, teria alcançado 24 pontos e tinha saído da zona de rebaixamento, pelo menos de forma temporária.>
Internamente, o discurso segue sendo de confiança. Comissão técnica e elenco acreditam que o trabalho realizado durante a intertemporada ainda pode apresentar resultados nas próximas rodadas. A expectativa é de que os ajustes feitos nos treinamentos tragam maior equilíbrio ao time, principalmente no setor defensivo, considerado um dos pontos que mais precisam evoluir.>
Com boa parte do segundo turno ainda pela frente, o Remo sabe que a situação continua reversível. Entretanto, para transformar essa possibilidade em realidade, o Leão precisará encontrar a consistência que faltou ao longo da competição. Somente uma sequência de resultados positivos permitirá ao clube deixar definitivamente a zona de rebaixamento e respirar com mais tranquilidade na elite do futebol brasileiro.>
Texto por Pedro Moraes, com a supervisão de Alexandre Alencar.>