Remo tenta quebrar tabu histórico contra o Amazonas para evitar eliminação na Copa Norte

Leão Azul não vence no torneio regional há 24 anos e precisa da vitória no Mangueirão para manter chances de classificação.

Publicado em 7 de abril de 2026 às 15:09

Remo volta a Belém com missão de vencer o Amazonas. —
Remo volta a Belém com missão de vencer o Amazonas. — Crédito: Samara Miranda/Ascom Remo

Após uma sequência de jogos fora de casa pela Série A contra Santos e Grêmio, o Remo volta a Belém com uma missão crítica: vencer o Amazonas nesta quarta-feira, dia 8, às 20h, no Mangueirão. O confronto, válido pela terceira rodada da Copa Norte, é decisivo para a sobrevivência do time na competição, já que o clube atravessa um longo jejum de vitórias em torneios regionais.

Desde que a competição retornou ao calendário em 2026, a equipe azulina ainda não venceu. Se considerado apenas o recorte deste torneio, o tabu se estende por 24 anos, visto que o último triunfo ocorreu na edição de 2002, contra o Moto Club.

Ampliando a análise para a extinta Copa Verde, o Remo não vence uma partida regional há seis jogos. Curiosamente, a última vitória nessas condições foi justamente contra o adversário desta quarta, o Amazonas, em março de 2024, pelas quartas de final da Copa Verde. De lá para cá, foram eliminações e tropeços que pressionam o desempenho atual.

Com apenas um ponto somado em dois jogos, o Remo está a cinco pontos de distância dos líderes da chave. Uma derrota, combinada com vitórias de Porto Velho e Águia de Marabá, resultaria na eliminação matemática do Leão com duas rodadas de antecedência.

Apesar da urgência, a Copa Norte não tem sido a prioridade absoluta da diretoria e comissão técnica, que focam suas atenções na Série A e na Copa do Brasil. Por conta disso, a tendência é que o técnico utilize novamente uma escalação alternativa para o duelo no Mangueirão.

Caso consiga os três pontos, o Remo respira na competição e mantém o fôlego para as rodadas finais contra Águia de Marabá e Galvez.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Cássio Leal.