Publicado em 11 de outubro de 2026 às 11:53
O presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Gluck Paul, manifestou indignação com os acontecimentos envolvendo a reta final do quadrangular da Série C do Campeonato Brasileiro. Em entrevista, o dirigente criticou a decisão de realizar uma partida sem torcida e levantou suspeitas sobre a postura das equipes em campo.>
A declaração ocorre após os problemas estruturais no estádio do Brusque provocarem a paralisação do confronto contra o Paysandu, no sábado (10), quando o time paraense vencia por 1 a 0. A situação também teve reflexos na partida entre Ferroviária e Inter de Limeira, suspensa em meio às discussões sobre a igualdade das condições esportivas na disputa pelo acesso à Série B de 2027.>
Dirigente critica jogo sem torcida>
Gluck Paul lamentou as condições do estádio e se posicionou contra a realização da partida sem a presença de público. Segundo ele, caso não houvesse condições adequadas para receber os torcedores, o confronto deveria ser transferido para outro estádio ou cidade, em vez de penalizar a torcida bicolor.>
“Eu quero anunciar aqui, já estou entrando hoje formalizando a posição da federação, sendo frontalmente contra essa decisão. Se não tem condições de receber a torcida, que faça em outro estádio, que faça em outra cidade, acho que faça em outro estado, mas não penalizar a torcida do Paysandu”, afirmou.>
O dirigente também ressaltou a importância da presença dos torcedores em uma partida decisiva para as pretensões do Paysandu na competição.>
Ricardo Gluck Paul levanta suspeita sobre partida>
Em outro trecho da entrevista, o presidente da FPF questionou a postura das equipes no primeiro tempo de uma das partidas do quadrangular e sugeriu que o Paysandu não deveria aceitar o que classificou como um possível “jogo de compadre”.>
“Fizeram um primeiro tempo que tudo indica jogo de combinação e também isso a gente tem que acordar, não tem que aceitar”, declarou.>
Na sequência, Gluck Paul afirmou que, caso o Paysandu percebesse que os adversários não estariam disputando a partida com empenho, sua orientação seria encerrar o confronto, ressaltando que falava como ex-presidente do clube e torcedor, e não em nome da Federação Paraense de Futebol.>
“Essa era a minha posição. Que eles joguem lá pra valer. Porque eles não jogaram pra valer”, disse.>
As declarações representam a avaliação pessoal do dirigente. A suspeita de combinação de resultado mencionada por ele não deve ser tratada como fato comprovado sem investigação ou evidências que a sustentem.>
Ao encerrar a entrevista, Ricardo Gluck Paul reforçou a insatisfação com os acontecimentos. “Então eu estou indignado com tudo que aconteceu. Isso é revoltante. Essa é a minha posição”, concluiu.>
Texto por Pedro Moraes.>