Richarlison rebate críticas sobre ilha em Angra e afirma que quer recuperar dinheiro investido

Atacante diz que não pretende retomar imóvel avaliado em R$ 10 milhões e afirma destinar cerca de R$ 3 milhões por ano a ações sociais no Brasil.

Publicado em 12 de outubro de 2026 às 14:51

Atacante diz que não pretende retomar imóvel avaliado em R$ 10 milhões e afirma destinar cerca de R$ 3 milhões por ano a ações sociais no Brasil.
Atacante diz que não pretende retomar imóvel avaliado em R$ 10 milhões e afirma destinar cerca de R$ 3 milhões por ano a ações sociais no Brasil. Crédito: Reprodução

Neste domingo (11), Richarlison voltou a falar sobre a disputa judicial envolvendo uma propriedade na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro. Em vídeos publicados nas redes sociais, o atacante rebateu as críticas que recebeu por cobrar uma solução para o caso e afirmou que não tem interesse em recuperar o imóvel, mas quer receber de volta o dinheiro que investiu na aquisição dos direitos de ocupação.

“Eu nem quero que ela venha de volta, não, mano. Só quero o que é meu”, declarou o jogador.

A propriedade é avaliada em aproximadamente R$ 10 milhões. O caso teve início em 2020, quando uma empresa ligada ao atleta adquiriu os direitos de ocupação do local. Posteriormente, a posse passou para uma empresa relacionada ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em junho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão favorável à empresa ligada a Tomaz. O processo foi encerrado após os autores desistirem das ações.

Durante o desabafo, o atacante também questionou as críticas de pessoas que consideram que ele não deveria reivindicar o dinheiro por morar e trabalhar na Europa. Richarlison afirmou que conquistou o patrimônio com o próprio esforço e negou qualquer irregularidade na aquisição dos direitos sobre a ilha.

“A ilha era minha, pô. Conquistei com meu dinheiro, trabalhando honesto. Não roubei ninguém”, afirmou.

O jogador também responsabilizou seu ex-empresário, Renato Velasco, por sua participação no episódio. Segundo o relato de Richarlison, pessoas armadas teriam chegado à propriedade e expulsado quem estava no local. Entre os ocupantes, estaria a mulher de Velasco, que estava grávida na época.

Além de defender sua posição na disputa judicial, Richarlison destacou o trabalho social que afirma realizar no Brasil. Segundo o atacante, ele destina cerca de R$ 3 milhões por ano a doações, incluindo ajuda a crianças que precisam passar por cirurgias.

O jogador também mencionou o Hospital de Amor, em Barretos, no interior de São Paulo, e declarou que contribui com a instituição utilizando recursos próprios.

Ao encerrar sua manifestação, Richarlison afirmou que não pretende entrar na política e ressaltou que suas iniciativas sociais não estão ligadas a interesses partidários.

“As coisas que eu faço pelo Brasil, faço por mim mesmo, faço de coração”, concluiu.