Seleção do Irã terá que deixar os EUA após cada partida na Copa

Delegação ficará em Tijuana, no México, após dificuldades com vistos e agravamento de conflitos entre Teerã e Washington.

Publicado em 7 de junho de 2026 às 09:41

Jogadores da seleção do Irã que participarão da Copa do Mundo de 2026.
Jogadores da seleção do Irã que participarão da Copa do Mundo de 2026. Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Os jogadores da seleção do Irã que participarão da Copa do Mundo de 2026 enfrentarão uma rotina logística rígida: eles deverão entrar e deixar os Estados Unidos no mesmo dia de suas partidas. A medida foi confirmada pelo embaixador iraniano Abolfazl Pasandideh, detalhando que a equipe viajará a partir de sua base de concentração em Tijuana, no México.

Originalmente, a seleção planejava ficar em Tucson, no Arizona, mas decidiu transferir sua preparação para a cidade fronteiriça mexicana em razão das tensões entre Teerã e Washington. De acordo com o diplomata, os atletas poderão ingressar em território americano pela manhã, mas o retorno ao México deve ocorrer logo após o apito final.

Além das restrições de permanência, a delegação enfrenta problemas burocráticos. Cerca de 15 integrantes, a maioria ocupando cargos de direção na Federação Iraniana de Futebol ou na comissão técnica, ainda não receberam autorização de entrada nos Estados Unidos.

Por outro lado, um funcionário do governo americano afirmou que os vistos necessários para os jogadores e para a "comissão técnica essencial" já foram concedidos. A autoridade ressaltou, porém, que Washington não permitirá o uso do sistema de vistos para entradas sob "falsos pretextos".

O Irã, que foi uma das primeiras seleções a se classificar para o Mundial, disputará seus compromissos da fase de grupos em Los Angeles e Seattle. O deslocamento entre Tijuana e as sedes americanas poderá ser feito por via aérea ou terrestre, dependendo ainda de orientações finais da Fifa.

A situação é classificada pelo embaixador Pasandideh como um "desafio adicional" para a equipe, que chega ao torneio em meio ao agravamento das tensões geopolíticas envolvendo o Irã, Israel e os Estados Unidos.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Danielle Zuquim.