Sócios e conselheiros do Corinthians protocolam pedido de impeachment contra Osmar Stabile

Requerimento liderado por Antonio Roque Cittadini cita má gestão financeira, uso do Parque São Jorge como garantia de dívida bilionária e falta de transparência da atual diretoria.

Publicado em 15 de abril de 2026 às 14:53

Atual presidente do clube, Osmar Stabile.
Atual presidente do clube, Osmar Stabile. Crédito: Rodrigo Coca/ Corinthians

A crise política no Corinthians ganhou um novo capítulo na manhã desta quarta-feira (15), com o protocolo do primeiro pedido de impeachment contra o atual presidente do clube, Osmar Stabile. O documento, assinado por um grupo de sócios e conselheiros, solicita a instauração imediata do processo e o afastamento cautelar do dirigente.

O pedido é liderado por Antonio Roque Cittadini, ex-vice-presidente do Timão e candidato derrotado na eleição indireta que elegeu Stabile em agosto do ano passado. O requerimento baseia-se em supostas violações ao Estatuto Social do clube e à legislação vigente, focando especialmente em pontos da gestão administrativa e financeira.

O principal fundamento para o pedido de saída de Stabile envolve o acordo firmado entre o Corinthians e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para o equacionamento de uma dívida estimada em R$ 1,2 bilhão. De acordo com o documento protocolado, o clube teria utilizado o conjunto de imóveis do Parque São Jorge, avaliado em R$ 602,2 milhões, como garantia no acordo com o órgão federal.

Além da questão financeira, o grupo de oposição cita:

Falta de transparência: Alegações de que solicitações feitas por conselheiros e associados não estariam sendo respondidas pela diretoria.

Funcionários fantasmas: Menções a declarações públicas do próprio Osmar Stabile em entrevistas, nas quais ele teria admitido a existência de supostos funcionários fantasmas no clube.

O requerimento foi encaminhado a Leonardo Pantaleão, atual presidente em exercício do Conselho Deliberativo, que será o responsável por analisar a denúncia e adotar as medidas cabíveis seguindo o estatuto alvinegro. Os autores da solicitação defendem que Stabile seja afastado preventivamente durante o período de investigação.

A turbulência política ocorre em um momento de tensão também nos bastidores do futebol, após um clássico conturbado contra o Palmeiras, marcado pelas expulsões de André e Matheuzinho e relatos de confusão generalizada na parte interna da Arena logo após o apito final.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Cássio Leal.