STJD reduz pena de Abel Ferreira, mas técnico segue fora de sequência do Palmeiras pelo Brasileirão

Tribunal diminuiu sanção total de oito para sete jogos; treinador desfalca a equipe em quatro partidas das competições nacionais.

Publicado em 15 de abril de 2026 às 15:34

Técnico Abel Ferreira, do Palmeiras.
Técnico Abel Ferreira, do Palmeiras. Crédito: Fabio Menotti/Palmeiras

O pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgou, na tarde desta quarta-feira (15), o técnico Abel Ferreira, do Palmeiras. O tribunal decidiu pela redução da pena total do treinador de oito para sete jogos de suspensão, mantendo-o como desfalque nas competições nacionais.

A sanção aplicada refere-se a dois episódios distintos. O tribunal reduziu para um jogo a punição relativa à expulsão diante do Fluminense. Entretanto, a penalidade de seis partidas referente ao clássico contra o São Paulo foi mantida. Para a decisão, o tribunal levou em consideração a reincidência de Abel Ferreira em casos semelhantes. Com o resultado do julgamento, o técnico seguirá afastado do banco de reservas nos próximos quatro compromissos do clube no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil. A suspensão, contudo, não se aplica à Libertadores, que é organizada pela Conmebol.

Jogos em que Abel será desfalque:

  • Athletico-PR (casa) — Brasileirão

  • Jacuipense (casa) — Copa do Brasil

  • Red Bull Bragantino (fora) — Brasileirão

  • Santos (casa) — Brasileirão

A decisão gerou um forte incômodo na diretoria do Palmeiras, que classificou a punição como "desproporcional e injusta". Em nota oficial, o clube manifestou "profunda insatisfação" com a condução do caso e criticou o STJD por negar o pedido de efeito suspensivo que permitiria ao técnico comandar o time no Derby contra o Corinthians.

O comunicado do Palmeiras também apontou falta de isonomia, alegando que o tribunal atendeu a solicitações semelhantes de outros clubes, mas aplicou um "tratamento desigual" ao treinador português. O clube defendeu que as decisões arbitrárias comprometem a credibilidade das competições e que Abel não deve ser eleito como "bode expiatório" para problemas coletivos. Além do imbróglio jurídico, o Alviverde também questionou decisões recentes da CBF sobre o adiamento de jogos de adversários, citando falta de imparcialidade e transparência da entidade.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Cássio Leal.