Tonhão volta ao jogo político do Remo e pode concorrer à reeleição no clube

Atual presidente do Leão havia descartado novo mandato, mas passou a avaliar candidatura para unir grupos que articulam chapas para a eleição de novembro.

Publicado em 25 de setembro de 2026 às 10:24

Milton Campos, Tonhão e Glauber Gonçalves devem disputar as eleições do Leão - 
Milton Campos, Tonhão e Glauber Gonçalves devem disputar as eleições do Leão -  Crédito: Redes sociais

A eleição do Clube do Remo, marcada para 8 de novembro, começa a ganhar novos contornos nos bastidores. O atual presidente, Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, que inicialmente não pretendia disputar um novo mandato, voltou a considerar a possibilidade de concorrer à reeleição para comandar o clube no triênio 2027-2029.

A movimentação acontece em meio à articulação de outros grupos políticos dentro do Remo. Milton Campos e Glauber Gonçalves, atuais vice-presidentes do Remo, aparecem entre os possíveis candidatos à presidência. A formação das chapas ainda está em andamento, e o prazo para registro das candidaturas vai até 8 de outubro.

A possibilidade de Tonhão entrar novamente na disputa estaria relacionada à tentativa de concentrar os votos que poderiam ser divididos entre diferentes grupos. A ideia também seria evitar uma fragmentação política no clube e dar continuidade ao projeto iniciado durante sua gestão, período em que o Remo conquistou o acesso da Série C à Série A.

Tonhão foi eleito presidente do Remo em novembro de 2023, sucedendo Fábio Bentes. Na ocasião, recebeu 61,6% dos 1.645 votos válidos e assumiu um mandato de três anos.

A eventual candidatura ocorre em um momento de pressão sobre a diretoria. Dentro de campo, o Remo enfrenta dificuldades na Série A do Campeonato Brasileiro e está na parte inferior da tabela, com a permanência na elite ameaçada na reta final da competição.

Fora das quatro linhas, a gestão também é alvo de questionamentos de torcedores relacionados à estrutura do clube e aos investimentos no Baenão, na sede social e no Centro de Treinamento. Protestos contra a diretoria de Tonhão foram registrados ao longo da temporada.

O processo eleitoral foi aberto oficialmente em setembro. Além da presidência, os associados irão escolher integrantes do Conselho Diretor, do Conselho Deliberativo e os presidentes e vice-presidentes da Assembleia Geral. O novo grupo eleito ficará responsável pela administração do Remo entre 2027 e 2029.

Até a votação, os grupos interessados na sucessão terão de formalizar suas candidaturas e definir a composição das chapas. A possível entrada de Tonhão na disputa, portanto, acrescenta um novo elemento às articulações que já movimentam a eleição do Clube do Remo.