Vice-presidente do Remo protesta contra arbitragem após eliminação para o Santos: 'Um absurdo'

Dirigente azulino critica expulsão de Marllon após revisão do VAR e afirma que decisão comprometeu o desempenho do Leão na derrota por 1 a 0, no Mangueirão, pelas oitavas de final da Copa do Brasil..

Publicado em 5 de agosto de 2026 às 07:42

Cartola azulino criticou a atuação do árbitro Anderson Daronco e do VAR na partida - 
Cartola azulino criticou a atuação do árbitro Anderson Daronco e do VAR na partida -  Crédito: Redes sociais

O Clube do Remo encerrou sua campanha na Copa do Brasil de 2026 na noite desta terça-feira (4) após ser derrotado por 1 a 0 pelo Santos, no Estádio Mangueirão, em Belém, pelo jogo de volta das oitavas de final. Após o apito final, a diretoria azulina voltou suas críticas para a arbitragem, especialmente pela expulsão do zagueiro Marllon ainda no primeiro tempo.

O lance que gerou maior reclamação ocorreu aos 27 minutos da etapa inicial. Em disputa de bola com o atacante Caballero, Marllon recebeu inicialmente cartão amarelo do árbitro Anderson Daronco. No entanto, após recomendação do árbitro de vídeo (VAR), o lance foi revisado no monitor, e a advertência acabou sendo convertida em cartão vermelho direto.

Com um jogador a menos durante grande parte da partida, o Remo teve dificuldades para equilibrar as ações. Na etapa final, o Santos aproveitou a superioridade numérica e marcou o gol da classificação com Rony, após assistência de Neymar.

Após o confronto, o vice-presidente do Remo, Glauber Gonçalves, classificou a atuação da arbitragem como prejudicial ao clube e afirmou que a intervenção do VAR foi determinante para o resultado.

"Hoje, mais uma vez, vimos um grande absurdo. O VAR e o árbitro acabaram com o jogo. O Remo foi mais uma vez prejudicado. O VAR não deveria interferir na expulsão. Esse VAR foi o que fez a partida entre Vitória e Palmeiras, e lá todos vimos o que aconteceu."

O dirigente também criticou o que considera uma falta de critério nas decisões envolvendo clubes das regiões Norte e Nordeste.

"Mais uma vez a arbitragem prejudica os times do Norte e Nordeste. Isso prevalece novamente. É um absurdo o que acontece."

Glauber defendeu mudanças na arbitragem brasileira e voltou a atribuir a eliminação à expulsão de Marllon.

"Temos que profissionalizar a arbitragem. Basta analisar o que aconteceu. A expulsão foi o que prejudicou o clube e tivemos a derrota. Novamente, o VAR e o árbitro prejudicaram o Clube do Remo."

Durante o pronunciamento, o dirigente citou como comparação a partida entre Vitória e Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro, na qual o clube baiano também contestou decisões da arbitragem envolvendo revisões do VAR. Para a diretoria azulina, há falta de uniformidade na utilização da tecnologia, principalmente em partidas envolvendo equipes fora do eixo Sul-Sudeste.

Com a eliminação, o Remo se despede da Copa do Brasil nas oitavas de final. O Santos avança às quartas de final da competição e garante uma premiação de R$ 4 milhões, enquanto o Leão volta suas atenções para a sequência da Série A do Campeonato Brasileiro.