Publicado em 28 de agosto de 2026 às 07:43
O mundo se despede de uma das figuras mais tradicionais e longevas da realeza europeia. O rei Harald V da Noruega faleceu nesta sexta-feira (28), aos 89 anos. A confirmação foi dada pela própria Casa Real por meio de um comunicado oficial, que informou que o soberano partiu em paz às 6h35, no Hospital Universitário de Oslo.>
Ele estava internado desde o dia 17 de agosto, lutando contra uma infecção bacteriana no sangue que exigiu tratamento com antibióticos. A gravidade do quadro havia sido anunciada na véspera, quando a rainha Sônia Haraldsen e o príncipe herdeiro Haakon cancelaram suas agendas oficiais para acompanhar os últimos momentos ao lado dele.>
Com a partida de Harald V, a Noruega fecha um longo e marcante capítulo de sua história. Ele ocupava o trono desde janeiro de 1991, quando sucedeu seu pai, o rei Olav, e ostentava o título de monarca mais velho em atividade na Europa. Sua trajetória, no entanto, começou muito antes de coroas e palácios.>
Nascido como um marco histórico por ser o primeiro príncipe herdeiro a nascer em solo norueguês em mais de cinco séculos o que garantiu a sucessão masculina exigida pela antiga constituição do país, ele enfrentou adversidades severas na infância, precisando se refugiar com a família nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial após a invasão nazista.>
Ao longo das décadas, o rei construiu uma imagem de proximidade e forte personalidade, a começar por sua vida pessoal. Em 1968, chocou os setores mais tradicionais da sociedade ao se casar com Sônia Haraldsen, uma plebeia. Embora muitos temessem que a união abalasse a estabilidade da monarquia, o casal transformou o casamento em um dos pilares de sustentação da coroa, gerando dois filhos: a princesa Märtha Louise e o príncipe herdeiro Haakon, que agora assume a responsabilidade de liderar a família real.>
Para o público brasileiro, Harald V também deixa lembranças afetuosas. O monarca manteve laços com o país sul-americano, tendo visitado o Brasil em duas ocasiões marcantes: a primeira em 1968, em plena lua de mel com a rainha Sônia, e a anos mais tarde, em 2003, quando retornou em missões diplomáticas oficiais para estreitar acordos comerciais e foi recebido pelo presidente Lula.>
Agora, a Noruega e a comunidade internacional se voltam para a transição de poder, honrando a memória de um líder que marcou gerações.>