Ataque com mísseis e drones deixa mortos e feridos na região de Kiev

Ofensiva durante a madrugada atingiu áreas residenciais, escolas e estruturas estratégicas, ampliando a tensão na guerra entre Rússia e Ucrânia.

Publicado em 14 de março de 2026 às 09:57

Ataque com mísseis e drones deixa mortos e feridos na região de Kiev
Ataque com mísseis e drones deixa mortos e feridos na região de Kiev Crédito: Reprodução/Redes sociais

Um ataque aéreo realizado durante a madrugada deste sábado (14) deixou pelo menos quatro pessoas mortas e outras 15 feridas na região de Kiev, capital da Ucrânia. A informação foi divulgada pelo chefe da administração regional, Mykola Kalashnyk, que relatou danos em diferentes áreas da cidade após a ofensiva.

De acordo com autoridades locais, os bombardeios atingiram quatro distritos da região metropolitana. Entre os locais afetados estão prédios residenciais, instituições de ensino, empresas e estruturas consideradas estratégicas para o funcionamento da cidade, incluindo sistemas de energia.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que a infraestrutura energética da região foi um dos principais alvos da operação. Segundo ele, a ofensiva teria envolvido cerca de 430 drones de diferentes modelos e 68 mísseis lançados durante a noite.

Enquanto o governo ucraniano aponta ataques direcionados a áreas essenciais para a população, o Ministério da Defesa da Rússia apresentou uma versão diferente. Em comunicado, o órgão informou que os alvos da operação foram instalações industriais e de energia que dariam suporte às forças armadas ucranianas, além de aeródromos militares.

Após os ataques, Zelensky voltou a pedir apoio internacional para reforçar os sistemas de defesa aérea do país. O líder ucraniano afirmou que é necessário ampliar a produção de mísseis antiaéreos para proteger cidades e infraestrutura crítica. Em declarações nas redes sociais, ele alertou que a Rússia pode tentar ampliar a pressão militar na Europa enquanto a atenção internacional se divide com outros conflitos.

A nova ofensiva acontece poucos dias depois de os Estados Unidos anunciarem o adiamento de negociações de paz que estavam previstas entre Rússia e Ucrânia. As conversas foram suspensas devido à escalada de tensão provocada pela guerra no Oriente Médio, que tem mobilizado grande parte da agenda diplomática internacional.