Publicado em 30 de março de 2026 às 15:44
Uma das ferramentas mais valiosas do arsenal de inteligência dos Estados Unidos no Oriente Médio foi reduzida a escombros na última sexta-feira (27). Um Boeing E-3 Sentry, aeronave de vigilância e controle aéreo avaliada em aproximadamente R$ 1,5 bilhão (US$ 280 milhões), foi destruído durante um ataque coordenado pelo Irã contra a Base Aérea Príncipe Sultan, localizada na Arábia Saudita.>
O ataque faz parte de uma escalada de tensões sem precedentes promovida por Teerã contra ativos militares norte-americanos na região. Imagens de satélite e fotografias verificadas confirmam que a aeronave, considerada um pilar do sistema AWACS (Sistema de Alerta e Controle Aerotransportado), foi partida ao meio após o impacto de um míssil.>
O E-3 Sentry não é uma aeronave comum; ele opera como um centro de comando voador, capaz de rastrear drones, mísseis e outras ameaças a centenas de quilômetros de distância. Sua principal função na base saudita era monitorar o espaço aéreo e as movimentações dentro do território iraniano.>
A perda é considerada significativa para o Pentágono, que contava com apenas 16 unidades deste modelo em operação ativa antes da ofensiva. Além da destruição do radar voador, a investida, que utilizou uma combinação de mísseis e drones, danificou aviões de reabreatecimento e deixou pelo menos 12 militares norte-americanos feridos, sendo dois em estado grave.>
Relatos indicam que a investida na Arábia Saudita não foi um evento isolado. Nas últimas semanas, o Irã tem executado ataques precisos contra infraestruturas dos EUA em diversos países, incluindo Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia e Kuwait. O foco de Teerã parece ser o desmantelamento sistemático das capacidades de monitoramento e defesa dos EUA no Golfo, visando baterias antimísseis e sistemas de radar.>
A destruição de um ativo tão sofisticado em solo saudita elevou imediatamente a tensão em uma área vital para a produção e transporte global de petróleo. A demonstração de força iraniana, ao atingir um alvo que deveria detectar ameaças antes do impacto, expõe vulnerabilidades nas defesas norte-americanas e redefine o equilíbrio de forças em uma das regiões mais voláteis do planeta. Até o momento, Washington avalia a extensão total dos danos e estuda o nível de resposta a ser adotado diante da perda estratégica.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Cássio Leal.>