Babá brasileira é condenada a 10 anos de prisão por mortes nos Estados Unidos

No tribunal, Juliana Magalhães disse que “tem remorso, se perdeu no relacionamento e deixou os valores e princípios para trás”

Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 21:24

(Juliana Magalhães)
(Juliana Magalhães) Crédito: Reprodução Redes Sociais/Instagram

A brasileira Juliana Peres Magalhães foi condenada a 10 anos de prisão nesta sexta-feira (13), nos Estados Unidos, por participação nas mortes de Christine Banfield e Joseph Ryan. A sentença foi proferida pela juíza Penney S. Azcarate, do Tribunal do Circuito do Condado de Fairfax, na Virgínia.

A promotoria havia recomendado a libertação imediata de Juliana após acordo em que ela se declarou culpada por homicídio culposo no caso da morte de Joseph Ryan, em fevereiro de 2023. No entanto, a magistrada decidiu aplicar a pena máxima prevista para a acusação reduzida.

Durante a audiência, Magalhães afirmou estar arrependida. “Sei que meu remorso não trará paz a vocês. Me perdi em um relacionamento e deixei meus valores e princípios para trás”, declarou às famílias das vítimas.

Caso envolveu patrão e amante

Segundo as investigações da polícia, Juliana mantinha um relacionamento extraconjugal com o patrão, Brendan Banfield, que era casado com Christine Banfield. O casal teria planejado a morte da esposa dele.

Conforme o processo, Joseph Ryan foi atraído até a residência sob o pretexto de um encontro sexual. A acusação aponta que, no quarto do casal, Christine foi esfaqueada, enquanto Ryan foi baleado. Juliana confessou ter efetuado um disparo que matou Ryan, enquanto Banfield atacava a esposa.

Em depoimento, a brasileira afirmou que ela e Banfield criaram um perfil falso em nome de Christine em uma plataforma de mídia social voltada a fetiches sexuais para atrair Ryan. Na noite do crime, o filho do casal, de 4 anos, foi levado ao porão da casa antes dos assassinatos.

Brendan Banfield foi condenado neste mês por homicídio qualificado pelas mortes da esposa e de Ryan.

Ao anunciar a sentença, a juíza afirmou que Juliana merecia prisão e uma vida de reflexão pelo que fez às vítimas e às famílias, demonstrando pouca clemência diante da gravidade do caso.

Com informações de G1