Bill Gates vai depor ao Congresso dos EUA em investigação sobre Jeffrey Epstein

Cofundador da Microsoft foi convocado para prestar esclarecimentos em junho sobre sua relação com o financista Jeffrey Epstein.

Publicado em 8 de abril de 2026 às 07:31

Bill Gates vai depor ao Congresso dos EUA em investigação sobre Jeffrey Epstein
Bill Gates vai depor ao Congresso dos EUA em investigação sobre Jeffrey Epstein Crédito: Reprodução/Departamento de Justiça dos EUA

O empresário bilionário Bill Gates deverá prestar depoimento ao Congresso dos Estados Unidos no próximo dia 10 de junho, no âmbito da investigação que apura a rede de crimes ligados ao financista Jeffrey Epstein e à sua ex-associada Ghislaine Maxwell. A oitiva será realizada em formato reservado, a portas fechadas, por meio de uma entrevista transcrita conduzida pelo Comitê de Supervisão da Câmara.

A convocação coloca o cofundador da Microsoft entre os nomes de maior repercussão ligados ao caso, que voltou ao centro do debate público após a divulgação de novos documentos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Os arquivos reúnem registros, imagens e informações sobre pessoas que mantiveram contato com Epstein ao longo dos anos, incluindo empresários, políticos e outras figuras públicas.

Segundo a imprensa americana, Gates confirmou que comparecerá ao comitê e declarou, por meio de sua assessoria, que pretende colaborar integralmente com as autoridades. Em nota, o empresário reiterou que jamais teve conhecimento ou participação em qualquer atividade criminosa envolvendo Epstein.

A relação entre Gates e Epstein é alvo de questionamentos há anos. O magnata da tecnologia já reconheceu publicamente que cometeu um “grande erro” ao se aproximar do financista. Em declarações anteriores, ele afirmou que os encontros começaram em 2011, três anos depois de Epstein já ter se declarado culpado em um caso envolvendo exploração sexual de uma menor na Flórida.

Gates sustenta que o objetivo inicial das reuniões era discutir possíveis apoios a projetos filantrópicos, especialmente na área de saúde global. Ainda assim, admitiu posteriormente arrependimento pela aproximação, sobretudo após os alertas feitos por sua então esposa, Melinda Gates, que já demonstrava preocupação com a relação desde 2013.

O empresário também já reconheceu ter vivido casos extraconjugais no passado, tema que voltou à tona com a divulgação de mensagens e documentos associados à investigação. Apesar disso, ele nega qualquer vínculo com as vítimas de Epstein e reforça que nunca testemunhou condutas ilícitas.

Jeffrey Epstein morreu em 2019, em uma cela de prisão em Nova York, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual de menores. Desde então, diferentes frentes investigativas seguem em andamento nos Estados Unidos, buscando esclarecer a extensão da rede de contatos do financista e possíveis responsabilidades de pessoas ligadas ao caso.