Boeing 737 some no Mar Arábico após falha de navegação e manobras bruscas

Aeronave cargueira da K2 Airways com cinco tripulantes perdeu contato com a torre após cair e subir milhares de metros em segundos.

Publicado em 8 de julho de 2026 às 09:34

Boeing 737 some no Mar Arábico após falha de navegação e manobras bruscas
Boeing 737 some no Mar Arábico após falha de navegação e manobras bruscas Crédito: Reprodução/FlightRadar24

Um voo de rotina entre os Emirados Árabes Unidos e o Paquistão terminou em mistério e mobilização internacional na noite desta terça-feira (7). Um avião cargueiro Boeing 737, operado pela companhia K2 Airways com cinco tripulantes a bordo, desapareceu dos radares enquanto sobrevoava o Mar Arábico. O sumiço aconteceu minutos após o piloto reportar uma pane crítica nos sistemas de localização e orientação da aeronave, disparando um alerta imediato nas torres de controle paquistanesas.

As agências de aviação do Paquistão informaram que o chamado de emergência foi recebido às 21h18 no horário local (15h18 pelo horário de Brasília). De acordo com a torre de comando, os controladores ainda tentaram enviar instruções de rota para guiar os pilotos após o aviso de pane, mas a resposta foi interrompida de forma abrupta apenas três minutos depois. O último sinal captado posicionava o avião a aproximadamente 287 quilômetros a oeste da cidade de Karachi, perto da costa de Ormara, na região de Baluchistão.

Informações obtidas por meio da plataforma de rastreamento Flightradar24 revelam que os momentos finais da aeronave foram marcados por uma instabilidade extrema e assustadora. Os dados de satélite mostram que o Boeing despencou cerca de 1.500 metros em menos de um minuto, recuperou altitude subindo quase 1.800 metros em apenas 30 segundos e, logo em seguida, entrou em uma descida vertical violenta. O relatório aponta que o cargueiro rompeu a barreira dos 335 metros de altitude caindo a uma velocidade atípica de 400 km/h antes de sumir por completo.

Diante do cenário alarmante, o governo paquistanês, com apoio da imprensa local como a rede Geo News, montou uma força-tarefa de busca e salvamento na área costeira e marítima indicada pelo radar. Navios e aeronaves de resgate vasculham o oceano na tentativa de localizar destroços ou sinais dos cinco profissionais que estavam no comando da operação, enquanto investigadores tentam entender as causas do colapso nos sistemas de navegação.