Brasileira morre após salvar criança de afogamento nos EUA; corpo foi encontrado no dia do aniversário

O corpo dela foi encontrado no dia seguinte ao desaparecimento, justamente na data em que completaria 34 anos

Publicado em 28 de agosto de 2026 às 11:29

O corpo dela foi encontrado no dia seguinte ao desaparecimento, justamente na data em que completaria 34 anos
O corpo dela foi encontrado no dia seguinte ao desaparecimento, justamente na data em que completaria 34 anos Crédito: Reprodução

A brasileira Priscila Alvares Pereira dos Santos, de 33 anos, morreu após salvar uma criança de 9 anos que se afogava no rio Delaware, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O corpo dela foi encontrado no dia seguinte ao desaparecimento, justamente na data em que completaria 34 anos.

Segundo autoridades locais, Priscila estava com familiares no Parque da Ilha Amico, em Delran, quando percebeu que a criança estava em perigo na água. Ela conseguiu empurrar a menina em direção à margem, permitindo que outras pessoas a resgatassem em segurança. No entanto, acabou sendo arrastada pela correnteza, submergiu e não voltou à superfície.

As buscas mobilizaram equipes de polícia e bombeiros de diferentes departamentos durante horas. O corpo da brasileira foi localizado na terça-feira (25), a cerca de seis metros da praia.

O chefe de polícia de Delran, Matthew Gasper, destacou a coragem da brasileira. “Priscila morreu como uma heroína”, afirmou.

Natural de Betim (MG), Priscila morava há quatro anos nos Estados Unidos com o marido, Alex Cândido do Nascimento, e os dois filhos do casal, de 9 e 3 anos. O filho mais novo tem autismo e ainda não fala.

Em entrevista à emissora NBC Philadelphia, Alex contou que a criança salva por Priscila é integrante da família. Ele descreveu a esposa como uma mulher de fé e ressaltou seu ato de coragem.

“Ela era evangélica e heroína. Deu a própria vida para salvar uma criança”, disse.

Diante da tragédia, familiares criaram uma campanha de arrecadação online para ajudar com as despesas. Na descrição da vaquinha, a família destaca que o gesto de Priscila refletiu a pessoa que ela era.

“O que Priscila fez nos últimos momentos de sua vida foi extraordinário. Ela era uma mãe e esposa dedicada, uma mulher de fé, amiga leal e extremamente trabalhadora”, diz o texto publicado na campanha.

Com informações do Metrópoles