Casa Branca critica Pix e aponta “desvantagem” para empresas dos EUA

Relatório do governo norte-americano afirma que modelo brasileiro de pagamentos favorece sistema público e pode prejudicar gigantes como Visa e Mastercard.

Publicado em 1 de abril de 2026 às 20:01

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Crédito: Daniel Torok/White House

Um relatório divulgado pela Casa Branca nesta quarta-feira (1º), traz críticas ao sistema de pagamentos instantâneos brasileiro: o Pix. Segundo o documento, o modelo pode criar uma “desvantagem” para empresas norte-americanas do setor, como Visa e Mastercard.

De acordo com o relatório, o Banco Central do Brasil acumula múltiplas funções no sistema:

“O Banco Central do Brasil criou, é proprietário, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Representantes do setor nos Estados Unidos têm manifestado preocupação de que o Banco Central favoreça o Pix, o que colocaria em desvantagem fornecedores norte-americanos de serviços de pagamento eletrônico.”

O documento também destaca que instituições financeiras com mais de 500 mil contas são obrigadas a oferecer o Pix aos clientes.

O sistema já havia entrado no radar do ex-presidente Donald Trump. No ano passado, após anunciar tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, o governo norte-americano abriu uma investigação contra o Brasil com base na chamada Seção 301 da legislação comercial dos EUA.

Na ocasião, o relatório citava supostas “práticas desleais” envolvendo o Pix e até a Rua 25 de Março, tradicional polo de comércio popular em São Paulo.

Segundo o documento, a região é associada há décadas à comercialização de produtos falsificados, o que também foi incluído como preocupação no relatório.

Investigação comercial

De acordo com o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, responsável pela investigação, o Pix “parece se engajar em uma série de práticas desleais”, incluindo o suposto favorecimento a um sistema de pagamentos desenvolvido e operado pelo governo brasileiro.

Com informações do portal Metrópoles