Publicado em 19 de abril de 2026 às 12:20
A atriz Charlize Theron voltou a falar sobre um dos episódios mais traumáticos de sua vida, ocorrido quando ela tinha 15 anos. Em entrevista ao The New York Times, a artista relembrou com mais detalhes a noite em que sua mãe, Gerda Maritz, matou seu pai, Charles Jacobus, para proteger a si mesma e a filha.>
Segundo Theron, o episódio começou após uma discussão familiar. Naquele dia, ela havia saído com a mãe e, ao voltar, evitou contato com o pai, o que o deixou irritado. Horas depois, já em casa, a situação escalou rapidamente. Com medo, a atriz pediu à mãe que dissesse que ela já estava dormindo, tentando evitar um confronto.>
Do quarto, Theron percebeu que algo estava errado. “A maneira como ele chegou em casa naquela noite, eu não consigo explicar. Eu simplesmente sabia que algo ruim ia acontecer”, relatou.>
De acordo com a atriz, o pai teria invadido a casa armado, acompanhado do irmão, quebrando portas e disparando tiros. “Estava deixando bem claro que ia nos matar”, disse.>
Diante da ameaça, mãe e filha se trancaram no quarto, segurando a porta com o próprio corpo, já que não havia tranca. “Sabíamos que era sério. Quando ele arrombou o primeiro portão, minha mãe correu para pegar a arma dela. Nós duas estávamos segurando a porta”, contou.>
Theron afirmou que o pai chegou a atirar várias vezes contra elas, mas nenhuma foi atingida. Em seguida, ao dizer que buscaria mais armas, a mãe reagiu. “Ela escancarou a porta e atirou contra os dois”, relatou.>
Ainda segundo a atriz, o irmão do pai foi atingido de forma inesperada, após um disparo ricochetear. Na sequência, a mãe atirou no pai, que morreu.>
Apesar do trauma, Theron afirma que, com o tempo, passou a enxergar o episódio de outra forma. “Realmente mudou nossa relação. Sempre fomos muito próximas, mas aquela noite mudou tudo porque, quando saí do choque, percebi que ela salvou minha vida. O que é algo enorme”, declarou.>
A atriz também explicou que decidiu compartilhar sua história para ajudar outras pessoas que viveram situações semelhantes, reforçando que ninguém precisa enfrentar esse tipo de trauma sozinho.>