Depilador elétrico e achocolatado mobilizam esquadrão antibombas e fecham aeroporto na Austrália

Confusão com bagagem de passageiro causou o fechamento parcial do Aeroporto Avalon por quase quatro horas.

Publicado em 21 de maio de 2026 às 10:37

Depilador elétrico e achocolatado mobilizam esquadrão antibombas e fecham aeroporto na Austrália
Depilador elétrico e achocolatado mobilizam esquadrão antibombas e fecham aeroporto na Austrália Crédito: Reprodução

Uma mala com objetos aparentemente comuns virou caso de polícia e paralisou parte do Aeroporto Avalon, em Melbourne, na Austrália, nesta quinta-feira (21). O terminal precisou ser parcialmente isolado por quase quatro horas após agentes de segurança suspeitarem que um aparelho de depilação a laser e um pote de chocolate em pó escondiam uma bomba. O esquadrão antibombas foi acionado, voos domésticos atrasaram e o dono da bagagem chegou a ser detido para prestar esclarecimentos.

A operação gerou um verdadeiro efeito dominó na rotina do aeroporto, embora os voos internacionais tenham seguido o cronograma normal. De acordo com as autoridades locais, o que era para ser uma checagem de rotina ganhou proporções dramáticas por causa de um desentendimento sobre o nível de colaboração do passageiro.

O inspetor interino da polícia de Victoria, Nick Uebergang, afirmou que o susto poderia ter sido resolvido bem mais rápido se o dono das malas tivesse facilitado o trabalho dos agentes logo de início. Segundo o policial, o homem demorou para entender a gravidade da situação e explicar o conteúdo real da bagagem.

"Ele provavelmente poderia ter evitado tudo isso e nós teríamos saído daqui um pouco mais rápido", declarou o inspetor à imprensa local.

Por outro lado, o passageiro que foi liberado após a varredura contesta a versão da polícia. Ele garantiu que manteve a calma e a educação durante todo o interrogatório, e justificou que a demora aconteceu porque os oficiais mudavam o foco da investigação à medida que descartavam as ameaças.

"Eles acharam que era uma bomba. Quando viram que não era, pensaram: 'Será que são drogas ilegais?'. Tiveram que mandar tudo para a análise, e foi por isso que demorou tanto", desabafou o viajante, resumindo o episódio como uma experiência bastante desagradável.

Após a perícia confirmar que os itens eram apenas um eletrônico de estética e um doce inofensivo, o aeroporto retomou suas atividades normais.