Deslizamento na Ásia atinge marca devastadora de 538 mortos na fronteira entre Nepal e China

Balanço oficial divulgado na madrugada desta sexta-feira (28) revela a dimensão trágica do desastre, que ainda mantém centenas de desaparecidos.

Publicado em 28 de agosto de 2026 às 09:07

Os prejuízos econômicos, considerando os danos a estradas, pontes, usinas hidrelétricas, residências, bancos, instalações aduaneiras, veículos e outras propriedades públicas e privadas, são estimados em cerca de 2 bilhões de rúpias nepalesas.
Os prejuízos econômicos, considerando os danos a estradas, pontes, usinas hidrelétricas, residências, bancos, instalações aduaneiras, veículos e outras propriedades públicas e privadas, são estimados em cerca de 2 bilhões de rúpias nepalesas. Crédito: Redes Sociais/Instagram

A contagem de vítimas fatais do monumental deslizamento de terra que soterrou parte da divisa entre o Nepal e a China atingiu 538 óbitos confirmados, conforme os registros atualizados pelo governo nepalês na madrugada desta sexta-feira (28). Com o avanço das buscas no terceiro dia consecutivo, a tragédia revela uma escala ainda mais alarmante de desaparecimentos, somando 977 pessoas intocadas ou incomunicáveis um grupo delicado que abrange 517 estrangeiros, ampliando a apreensão internacional sobre o paradeiro de turistas e trabalhadores na zona de fronteira.

Enquanto a prioridade absoluta continua sendo o resgate dos sobreviventes, esforço que já devolveu 3.253 pessoas salvas às suas famílias, a proporção de mortos choca e mobiliza um contingente impressionante de mais de 15 mil agentes de segurança e voluntários na região afetada, principalmente ao redor do distrito de Rasuwa e do rio Bhotekoshi.

A complexidade para lidar com o elevado número de perdas e com os sobreviventes acuados fica evidente em locais como o complexo hidrelétrico de Upper Trishuli Hydropower.

Embora uma operação da Armada Nepalesa tenha conseguido retirar 350 trabalhadores e moradores que estavam isolados em um túnel, a Autoridade Nacional de Gestão e Redução de Riscos de Desastres aponta que mais de 100 pessoas ainda esperam para ser resgatadas no mesmo trecho, sob o risco constante de novos desmoronamentos em meio ao clima severo.