Donald Trump afirma que fuzilamento de ex-militar não terá mais transmissão ao vivo

Presidente estadunidense justificou que pessoas boas não gostariam de ver a execução.

Publicado em 15 de outubro de 2026 às 16:26

Ex-militar foi condenado a morte e terá pena cumprida em dezembro -
Ex-militar foi condenado a morte e terá pena cumprida em dezembro - Crédito: Divulgação/AP.

Por Rui Guilherme Filho - Belém (PA)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (15) que a execução do ex-militar Nidal Hasan, responsável por matar 13 soldados norte-americanos e ferir dezenas em um ataque terrorista no Fort Hood em 2009, marcado para 03 de dezembro, não será mais transmitida ao vivo. Esta seria a primeira execução pública em 90 anos.

Em sua conta na rede social Truth, Trump justificou o recuo afirmando que pessoas boas e bem intencionadas preferirão não ver a execução do criminoso:

Acho que transmitir a execução ao vivo para que todos pudessem assistir poderia ser um forte fator de dissuasão, permitindo que o mundo testemunhasse como os Estados Unidos lidam com terroristas e com ESCÓRIA como Hasan. No entanto, muitas pessoas boas e bem-intencionadas prefeririam não vê-lo morrer. (...) Ele morrerá, conforme previsto, por fuzilamento, mas esse evento não será transmitido ao vivo. Ainda assim, os familiares mais próximos das vítimas poderão assistir à execução presencialmente, se assim desejarem. Eles merecem testemunhar a JUSTIÇA!

Donald Trump -

Presidente dos EUA em postagem.

O presidente estadunidense autorizou pessoalmente a execução de Hasan e a aplicação da pena será realizada por um pelotão de fuzilamento. A transmissão da execução havia sido anunciada pelo chefe do Pentágono, Pete Hegseth, no último sábado (10). Porém, a decisão causou uma polêmica no país e com reações de autoridades de todo o mundo. A ONU, por exemplo, fez um apelo para que o governo Trump voltasse atrás. O próprio vice-presidente do país, J.D. Vance, afirmou que não assistiria a execução.

Caso de Hasan seria usado por Trump como exemplo, ele chegou a chamar o ex-militar de “maníaco” e tinha afirmado que merecia ser morto por um pelotão de fuzilamento.