Ellen DeGeneres é alvo de teorias sobre canibalismo nas redes sociais

Até o momento, não há qualquer evidência ou acusação formal que sustente as alegações.

Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 22:47

(Apresentadora Ellen DeGeneres)
(Apresentadora Ellen DeGeneres) Crédito: Reprodução Redes Sociais/Instagram

A apresentadora Ellen DeGeneres, ex-host do talk show “The Ellen DeGeneres Show”, voltou a ser alvo de uma onda de teorias conspiratórias nas redes sociais. Publicações virais afirmam que arquivos recentemente divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, relacionados ao caso Jeffrey Epstein, a ligariam a práticas de canibalismo, incluindo alegações extremas de que ela seria “a canibal mais prolífica de Hollywood” e que consumiria “carne de crianças”.

Até o momento, não há qualquer evidência ou acusação formal que sustente essas alegações. Fact-checkers independentes, como PolitiFact e Snopes, analisaram o material oficial e confirmaram que os documentos, mais de três milhões de páginas, incluindo e-mails, logs de voos e registros judiciais – não contêm menções a Ellen DeGeneres envolvida em canibalismo, abuso infantil ou qualquer crime relacionado ao círculo de Epstein.

O nome da apresentadora aparece em alguns contextos periféricos nos arquivos, como menções em e-mails de terceiros, newsletters de notícias ou compilações de tweets de seu antigo programa enviados a Epstein. Mas, essas referências são neutras e não implicam qualquer irregularidade ou conexão criminosa. A inclusão de nomes de celebridades em listas amplas de investigações não equivale a prova de envolvimento.

A origem da narrativa atual remonta a uma publicação do site The People’s Voice, datada de 11 de fevereiro de 2026. O material incluía um suposto áudio de um “denunciante anônimo” que descrevia cenas absurdas, como cozinhas secretas sem câmeras e “bebês em unidades de refrigeração”. Quatro especialistas em detecção de deepfakes, incluindo professores da Northwestern University, analisaram o áudio com dezenas de algoritmos: a maioria indicou que se trata de conteúdo gerado por inteligência artificial, sem características de fala humana autêntica.

A alegação ganhou tração rápida em plataformas como X (antigo Twitter), TikTok e Instagram, com posts distorcendo imagens de DeGeneres, usando hashtags como #EllenCannibal e ligando-a falsamente a teorias antigas. Comentários ofensivos invadiram até publicações recentes da própria Ellen no Instagram, repetindo a palavra “cannibal”.

Especialistas em desinformação destacam que esse tipo de rumor se espalha por câmaras de eco online, explorando o fascínio por escândalos envolvendo elites e a liberação periódica de documentos do caso Epstein. Embora os arquivos mencionem referências isoladas a canibalismo ou “sacrifícios ritualísticos” em depoimentos não comprovados de testemunhas anônimas, nada os conecta a DeGeneres ou a qualquer figura pública específica de forma crível.

Com informações do portal Metrópoles e G1