Publicado em 1 de julho de 2026 às 10:47
Uma transmissão ao vivo da emissora Venevisión chocou o público ao expor o lado mais sombrio da tragédia que atinge a Venezuela. Diretamente do estado de La Guaira, Oraima Isabel Pérez Aponte fez um apelo desesperado e revelou que seus filhos sumiram logo após serem retirados com vida dos escombros do terremoto que devastou a região de Vargas. O desabafo da mãe acendeu um alerta vermelho nas redes sociais, onde ganham força denúncias sobre a atuação de redes de tráfico humano que se aproveitam do colapso institucional para capturar crianças vulneráveis.>
Chorando diante das câmeras, Oraima relatou que sua filha, Aranza López, foi salva do desabamento, mas acabou registrada nos órgãos oficiais com o sobrenome alterado para "Aranza Vergara". Desde essa mudança suspeita, a mãe iniciou uma busca incansável por hospitais e abrigos, sem obter qualquer pista. O mesmo mistério envolve o paradeiro de seus outros filhos, incluindo May López, de apenas 6 anos, Aarón López, e o jovem Edgar Noel Matos Pérez, de 19 anos. Em uma acusação estarrecedora, ela afirmou que criminosos estão roubando as crianças da região, trocando suas identidades para conseguir levá-las embora do país.>
O cenário pós desastre na Venezuela reflete um verdadeiro apagão de informações. Com milhares de mortos e feridos, o sistema de emergência local entrou em colapso total, o que tem gerado graves falhas na identificação de sobreviventes e impedido que familiares localizem seus parentes. É nesse ambiente de completo caos que organizações criminosas costumam agir em zonas de catástrofe, visando o sequestro de órfãos e de menores desacompanhados para mercados ilegais, como a exploração e o tráfico de órgãos.>
Paralelamente ao desabafo exibido na TV, publicações na internet de páginas de monitoramento internacional apontam que grupos de voluntários e cidadãos decidiram investigar os sumiços por conta própria. Segundo esses relatos digitais, uma primeira quadrilha envolvida no comércio de crianças na zona do terremoto já teria sido desmantelada, embora ainda existam fortes suspeitas de que outras redes continuem operando livremente no local.>
Até o momento, o governo e as forças de segurança da Venezuela não se pronunciaram oficialmente sobre as acusações feitas por Oraima Pérez Aponte, tampouco detalharam investigações sobre o paradeiro de seus filhos. Diante do silêncio das autoridades, a população e internautas intensificam os apelos por medidas urgentes de proteção às famílias desabrigadas, exigindo rigor na fiscalização dos abrigos e o combate imediato ao desaparecimento de menores.>