Publicado em 11 de agosto de 2026 às 07:53
Um violento abalo sísmico de magnitude 7,4 voltou a assustar a América do Sul e deixou um rastro de destruição na Colômbia nesta segunda feira (10). Apesar do temor gerado e das comparações com o trágico terremoto que vitimou mais de 6,3 mil pessoas na vizinha Venezuela em junho, o Serviço Geológico Colombiano descartou categoricamente qualquer ligação entre os dois episódios. Segundo a instituição, trata-se de um evento isolado e com origens tectônicas completamente distintas.>
A explicação científica reside na movimentação das camadas profundas da Terra: enquanto a tragédia na Venezuela envolveu o atrito lateral entre a placa do Caribe e a Sul-americana, o forte abalo colombiano ocorreu pela subducção (afundamento) da placa de Nazca sob a placa Sul-americana. Localizada em uma zona de intensa atividade geológica, a Colômbia registra cerca de 2,5 mil sismos mensais a maioria imperceptível, mas este recente sobressaiu-se como o tremor mais potente a atingir o território colombiano nos últimos dez anos, sem que isso signifique um aumento na frequência global de terremotos.>
Com epicentro na cidade de San José del Palmar, no departamento de Chocó, o desastre deixou um saldo preliminar de 132 mortos e 570 feridos, de acordo com a Associação Colombiana de Capitais (Asocapitales). A gravidade dos impactos fez com que autoridades decretassem alerta vermelho nas capitais Pereira, Cali, Quibdó, Manizales e Armenia. Para somar ao clima de apreensão, o país já registrou pelo menos 47 réplicas com magnitudes de até 4,8, e a expectativa dos peritos é de que esses tremores secundários continuem ocorrendo ao longo dos próximos dias.>