Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 13:38
Na última sexta-feira (23), o governo dos Estados Unidos divulgou uma nova Estratégia Nacional de Defesa que prevê, em último caso, o uso da força militar contra países do Hemisfério Ocidental que não colaborem no combate ao narcotráfico ou que dificultem os interesses estratégicos norte-americanos na região.>
O documento, publicado pelo Departamento de Guerra durante o segundo mandato de Donald Trump, estabelece como prioridade barrar a influência de China e Rússia nas Américas e garantir a supremacia militar e comercial dos EUA do Ártico à América do Sul. Apesar de defender cooperação em “boa-fé” com países vizinhos, a estratégia deixa claro que Washington se reserva o direito de agir de forma unilateral se considerar seus interesses ameaçados.>
A nova diretriz cita como exemplo a operação militar em Caracas que resultou na prisão de Nicolás Maduro e reforça o discurso de que “este é o nosso hemisfério”, retomando princípios da Doutrina Monroe sob o que o governo chama de “Corolário Trump”. O texto afirma que as Forças Armadas estão prontas para agir com rapidez e precisão sempre que necessário.>
Entre os pontos centrais da estratégia estão o combate direto ao narcotráfico, com a possibilidade de ataques militares contra organizações classificadas como narcoterroristas em qualquer país das Américas, a pressão sobre Canadá e México para reforçar o controle de fronteiras e o fortalecimento da presença militar em áreas consideradas estratégicas, como o Canal do Panamá, o Golfo das Américas, a Groenlândia e o Pacífico Ocidental.>
A China é apontada como o principal rival global dos Estados Unidos. Segundo o documento, o objetivo é conter Pequim por meio da força e da dissuasão, sem buscar confronto direto, enquanto a Rússia e a Coreia do Norte seriam enfrentadas com maior protagonismo de aliados como a Otan, Japão e Coreia do Sul.>
A estratégia também prevê modernização das forças nucleares, retomada da indústria militar e reforço das defesas aéreas, com participação direta do Canadá. Para o governo Trump, a política busca alcançar a chamada “paz por meio da força”, combinando pressão militar, diplomacia e controle estratégico das principais rotas comerciais e regiões de influência.>