Publicado em 10 de janeiro de 2026 às 21:11
Neste sábado (10), os Estados Unidos, com apoio de forças aliadas, lançaram ataques em larga escala contra alvos do Estado Islâmico em diferentes regiões da Síria. A ofensiva é uma represália ao ataque ocorrido em dezembro, que resultou na morte de três americanos no país, segundo informações da agência France Press.>
De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos, a ação faz parte da operação Hawkeye e foi uma resposta direta ao ataque do Estado Islâmico contra forças dos EUA e da Síria na cidade de Palmira, em 13 de dezembro. O comunicado afirma que os alvos estavam espalhados por todo o território sírio.>
As autoridades militares americanas não informaram se houve mortos em decorrência dos ataques. O Pentágono não comentou a operação, e o Departamento de Estado também não respondeu aos questionamentos sobre a ofensiva, segundo a agência Reuters.>
No ataque de dezembro, dois soldados do Exército dos Estados Unidos e um intérprete civil morreram após um comboio de forças americanas e sírias ser atingido em Palmira, no centro da Síria. Outros três militares americanos ficaram feridos.>
O Ministério do Interior da Síria informou que o autor do ataque fazia parte das forças de segurança sírias e era suspeito de simpatizar com o Estado Islâmico.>
Nos últimos meses, a coalizão liderada pelos Estados Unidos tem intensificado ataques aéreos e operações terrestres contra suspeitos de integrar o grupo extremista na Síria, muitas vezes com apoio das forças de segurança locais. Atualmente, cerca de 1.000 militares americanos permanecem no país.>
O cenário ocorre em meio a mudanças no comando político sírio. O atual governo é liderado por ex-rebeldes que derrubaram Bashar al-Assad no ano passado, após 13 anos de guerra civil. A coalizão no poder reúne grupos que romperam com a Al Qaeda e entraram em confronto direto com o Estado Islâmico.>
A Síria tem cooperado com a coalizão liderada pelos EUA no combate ao ISIS. No mês passado, os dois lados firmaram um acordo após a visita do presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, à Casa Branca.>