Publicado em 14 de março de 2026 às 21:38
A embaixada dos Estados Unidos em Bagdá emitiu neste sábado (14) um alerta de segurança recomendando que cidadãos americanos deixem o Iraque o quanto antes, diante da escalada de tensões e do risco de novos ataques na região.>
De acordo com o comunicado, americanos que decidirem continuar no país devem reconsiderar a permanência por causa da ameaça representada por grupos armados alinhados ao Irã. A representação diplomática também alertou para o risco contínuo de ataques com mísseis, drones e foguetes no espaço aéreo iraquiano.>
O aviso foi divulgado após um ataque com drones atingir o prédio da embaixada americana durante a noite. Além disso, autoridades relataram ocorrências recentes nas proximidades do Aeroporto Internacional de Erbil e da área onde funciona o consulado dos Estados Unidos na cidade.>
Diante do cenário de instabilidade, a orientação é para que cidadãos americanos evitem se deslocar até a embaixada em Bagdá ou ao consulado geral em Erbil, já que novos ataques não estão descartados.>
A recomendação ocorre poucos dias após o Departamento de Estado determinar a retirada de funcionários considerados não essenciais e de familiares de diplomatas que atuavam no Iraque. Na sexta-feira (13), a mesma medida foi adotada para servidores americanos lotados em Omã.>
O que está acontecendo?>
O alerta acontece em meio ao conflito que envolve Estados Unidos e Israel contra o Irã. A crise começou no dia 28 de fevereiro, após uma ofensiva conjunta que resultou na morte do então líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã, além de outros integrantes do alto escalão do regime.>
Autoridades americanas afirmam que operações militares também atingiram alvos estratégicos do país, como embarcações militares, sistemas de defesa aérea e aeronaves.>
Como resposta, o Irã realizou ataques contra interesses ligados aos Estados Unidos e a Israel em diversos países do Oriente Médio, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.>
Dados da Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos indicam que mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início do conflito. Já o governo americano contabiliza ao menos sete soldados mortos em ataques atribuídos ao regime iraniano.>
A crise também se estendeu ao Líbano. O Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, passou a atacar Israel após a morte de Ali Khamenei. Em resposta, forças israelenses intensificaram bombardeios contra posições do grupo no território libanês, o que já deixou centenas de mortos.>
Após a morte de grande parte da cúpula iraniana, um conselho do país escolheu Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo. Analistas avaliam que a escolha indica continuidade na política do regime.>
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a decisão e afirmou que a nomeação representa um “grande erro”, defendendo que a liderança iraniana deveria passar por mudanças mais profundas.>