Publicado em 2 de junho de 2026 às 07:31
A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos ganhou um novo capítulo de tensão. O Escritório Comercial norte-americano (USTR) sugeriu a criação de uma sobretaxa de 25% para diversos produtos importados do território brasileiro. Na visão de Washington, o Brasil adota políticas e práticas que pesam contra o livre comércio e criam obstáculos injustos para os negócios das empresas americanas.>
A decisão é o reflexo de um pente-fino detalhado feito pelo governo dos Estados Unidos. Esse relatório analisou de perto temas sensíveis e estratégicos da economia brasileira, como o funcionamento do comércio digital, as regras de pagamentos eletrônicos, a proteção à propriedade intelectual e o acesso ao mercado de etanol. O documento também trouxe um componente ambiental, avaliando o impacto do desmatamento ilegal no país como um fator de desequilíbrio na concorrência.>
Para evitar um impacto ainda mais devastador nas exportações brasileiras, os EUA divulgaram uma lista de exceções com 73 páginas. O documento livra da cobrança bilionária alguns setores que já haviam garantido o benefício da isenção no ano passado. Com isso, itens de peso na balança comercial, como aviões, suco de laranja e o café brasileiro, continuam entrando no mercado americano sem o imposto adicional de 25%.>
O cronograma para o início do "tarifaço" já está definido pelas leis americanas e corre contra o tempo dos exportadores. O prazo final para que as sanções comerciais entrem em vigor é o dia 15 de julho. No entanto, o governo e as empresas brasileiras terão uma última oportunidade formal de diálogo no dia 6 de julho, data em que Washington realizará uma audiência pública para discutir as medidas e ouvir os lados afetados antes da canetada final.>