Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 23:05
Entre os mais de 3 milhões de documentos relacionados ao arquivo de Jeffrey Epstein — empresário acusado de liderar uma rede de exploração sexual — aparecem nomes de figuras conhecidas como Donald Trump, Woody Allen e Michael Jackson. Entre eles, surge também uma brasileira: a ex-modelo Luma de Oliveira.>
O nome de Luma aparece em uma troca de e-mails de Epstein, que morreu na prisão em 2019. Essa mensagem integra o acervo divulgado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em 30 de janeiro. O material, composto por documentos, vídeos e imagens acumulados ao longo de anos, revela conexões do magnata com celebridades, políticos e grandes empresários.>
Em agosto de 2012, a brasileira foi mencionada em uma conversa entre Epstein e o agente francês de modelos Jean-Luc Brunel. Embora o contexto não esteja totalmente claro, o americano questiona Brunel sobre uma referência anterior: “E a namorada de Eike Batista? Você mencionou isso”, escreveu. O francês respondeu: “Eu citei a Luma de Oliveira, ele era ou é casado com ela”. Naquele momento, Luma já estava separada de Eike Batista havia oito anos. O relacionamento entre os dois durou de 1991 a 2004. Não há indícios de encontros ou contato direto entre a ex-modelo e Epstein.>
Os documentos também apontam que o empresário demonstrava interesse por modelos brasileiras. Segundo os registros, ele viajava ao Brasil e mantinha contato com pessoas que forneciam jovens para prostituição, inclusive menores de idade. Em 2016, teria negociado a compra de agências de modelos no país para garantir “acesso” às mulheres. Em um dos e-mails, Ramsey Elkholy, parceiro de Epstein nas tratativas, escreveu: “Isso envolveria ter acesso a todas as garotas, e você pode decidir o que fazer com elas”.>
Jean-Luc Brunel, citado na troca de mensagens, foi preso em 2020 durante as investigações do caso, acusado de estupro, agressão e assédio sexual. Dois anos depois, em 2022, foi encontrado morto em sua cela na prisão de La Santé, em Paris. As autoridades trataram o episódio como suicídio.>