Publicado em 13 de outubro de 2026 às 08:52
O Tribunal Popular Intermediário de Shangqiu, na China, condenou o ex-prefeito de Wuhan, Zhou Xianwang, a 14 anos de prisão e ao pagamento de uma multa de 5 milhões de yuans (cerca de R$ 3,7 milhões) por crimes de corrupção. As investigações demonstraram que o ex-dirigente recebeu mais de 60,5 milhões de yuans (aproximadamente R$ 45 milhões) em propinas e vantagens indevidas entre os anos de 2003 e 2025.>
As autoridades judiciais apontaram que Zhou utilizou os diferentes cargos públicos que ocupou na província de Hubei para favorecer empresários e terceiros na liberação de licenças e contratos administrativos. A pena acabou atenuada devido à confissão do réu, à colaboração com as investigações e à devolução da maior parte dos recursos desviados. Investigado desde meados de 2024, o ex-gestor foi alvo da ofensiva anticorrupção conduzida pelo governo central chinês.>
Zhou Xianwang ficou mundialmente conhecido ao gerenciar as etapas iniciais da crise sanitária provocada pelo coronavírus em Wuhan, cidade apontada como epicentro inicial da pandemia de Covid-19 e submetida a um rigoroso lockdown de 76 dias em 2020.>
A decisão judicial, contudo, concentrou-se exclusivamente no esquema de propinas e não abordou a gestão do ex-prefeito durante a emergência de saúde pública.>