Exército de Israel confirma envolvimento de soldado em ato contra símbolo cristão no sul do Líbano

Imagem que circulou nas redes mostra militar prestes a atingir estátua de Jesus e reacende debate sobre conduta em áreas de conflito.

Publicado em 20 de abril de 2026 às 07:34

Exército de Israel confirma envolvimento de soldado em ato contra símbolo cristão no sul do Líbano
Exército de Israel confirma envolvimento de soldado em ato contra símbolo cristão no sul do Líbano Crédito: Reprodução/Redes sociais

Uma fotografia que ganhou repercussão internacional levou o exército de Israel a reconhecer, nesta segunda-feira (20) que um de seus soldados aparece em uma ação considerada grave contra um símbolo religioso no sul do Líbano. O caso ocorreu em meio à escalada de tensões na região, marcada por confrontos recentes entre forças israelenses e o grupo Hezbollah.

A imagem que motivou a investigação mostra um militar segurando uma marreta, aparentemente pronto para golpear a cabeça de uma estátua de Jesus crucificado que já estava caída da cruz. A cena teria sido registrada na vila de Debel, uma comunidade de maioria cristã localizada próxima à fronteira com Israel.

Autoridades locais confirmaram que a estátua mencionada existe na região, mas não conseguiram assegurar se houve danos efetivos ao monumento. Ainda assim, a repercussão da foto foi suficiente para mobilizar uma apuração interna por parte das forças armadas israelenses.

Em nota oficial, o exército classificou o episódio como de “extrema gravidade” e afirmou que o comportamento do soldado não condiz com os princípios esperados de seus integrantes. A corporação também informou que, após análise inicial, foi possível confirmar que o militar pertence às tropas que atuam no sul do Líbano.

Sem detalhar quais punições poderão ser aplicadas, os militares declararam que medidas serão tomadas contra todos os envolvidos. Além disso, afirmaram estar em contato com a comunidade local para viabilizar a restauração da estátua.

Desde o início de março, o Líbano passou a integrar de forma mais direta o conflito regional após o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, lançar foguetes contra Israel. Em resposta, forças israelenses intensificaram ataques e avançaram com operações terrestres no sul do país, ampliando o impacto da guerra sobre áreas civis e religiosas.