Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 11:12
Vestido como o personagem Batman, um ativista surpreendeu autoridades municipais de Santa Clara, nos Estados Unidos, ao usar a tribuna de uma reunião oficial para protestar contra a atuação do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) na cidade. O episódio ocorreu na terça-feira (27), durante um encontro conjunto do Conselho Municipal com a entidade responsável pela gestão do estádio local, que sediará o Super Bowl.>
Ao se dirigir aos conselheiros, o manifestante fez críticas à colaboração do poder público municipal com agentes federais de imigração, especialmente no contexto da preparação para o maior evento esportivo do país. Segundo ele, permitir a atuação do ICE durante o Super Bowl expõe moradores a riscos e enfraquece a autonomia das autoridades locais diante do governo federal.>
No discurso, o ativista citou operações recentes atribuídas ao ICE que resultaram em mortes e detenções, inclusive de cidadãos norte-americanos, o que tem provocado protestos em diferentes regiões do país. Para ele, a cidade falhou ao não estabelecer barreiras claras contra o uso de recursos municipais, como dados, infraestrutura e pessoal, em ações de imigração.>
Em tom emocional, o homem questionou os representantes públicos sobre a responsabilidade moral de suas decisões. Disse que os líderes deveriam ser capazes de afirmar, diante de familiares e da comunidade, que fizeram tudo o que estava ao alcance para proteger idosos, crianças e trabalhadores locais. Em um dos momentos mais tensos da fala, classificou o conselho como omisso e acusou os gestores de traição caso não adotem medidas concretas.>
A manifestação acontece às vésperas do Super Bowl, que será disputado no Levi’s Stadium, em Santa Clara, e que deve mobilizar um grande contingente de forças de segurança, incluindo agentes federais. O ativista também criticou o fato de a prefeitura ter tido meses para se preparar para o evento, sem, segundo ele, criar salvaguardas contra intervenções do ICE durante a realização da partida.>
Até o momento, as autoridades municipais não se pronunciaram oficialmente sobre as acusações feitas durante a reunião.>