FBI monitora ações de facções brasileiras em 12 estados dos EUA, diz porta-voz

Governo de Donald Trump afirma que facções brasileiras são monitoradas em 12 estados norte-americanos; medida amplia restrições financeiras e migratórias contra integrantes dos grupos.

Publicado em 30 de maio de 2026 às 08:53

Amanda Roberson é porta-voz do governo dos EUA - 
Amanda Roberson é porta-voz do governo dos EUA -  Crédito: Redes sociais

O governo dos Estados Unidos anunciou a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A medida foi confirmada nesta sexta-feira (29) pela porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Amanda Roberson.

Segundo a representante do governo dos EUA, as duas facções criminosas já são monitoradas por órgãos de segurança do país, incluindo o FBI, devido à atuação identificada em 12 estados norte-americanos.

“Estamos utilizando as ferramentas mais robustas disponíveis porque entendemos que organizações criminosas desse porte exigem cooperação internacional para conter suas atividades”, afirmou Roberson durante pronunciamento oficial.

A decisão foi formalizada na quinta-feira (28) e faz parte da política de combate ao crime organizado transnacional adotada pela administração do presidente Donald Trump.

Com a nova classificação, integrantes e colaboradores ligados ao PCC e ao Comando Vermelho passam a enfrentar uma série de restrições nos Estados Unidos.

Entre as principais consequências anunciadas pelo governo norte-americano estão:

  • Cancelamento e restrições para concessão de vistos
  • Bloqueio de bens e ativos eventualmente localizados em território norte-americano
  • Proibição de transações financeiras entre cidadãos ou empresas dos EUA e os grupos classificados
  • Criminalização do fornecimento de recursos, apoio financeiro ou assistência às organizações

De acordo com o Departamento de Estado, o objetivo é ampliar os mecanismos de combate às atividades criminosas com alcance internacional.

Durante a coletiva, Amanda Roberson destacou que a decisão partiu diretamente do presidente Donald Trump e reforçou o posicionamento da atual administração contra grupos criminosos que atuam no continente americano.

Segundo ela, o governo norte-americano pretende intensificar ações de cooperação internacional para combater organizações envolvidas em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes transnacionais.