Flávio Bolsonaro diz ter pedido a Trump que PCC e CV sejam classificados como grupos terroristas

Senador afirmou que se reuniu com o presidente dos Estados Unidos na Casa Branca para discutir segurança pública, tarifas e terras raras

Publicado em 26 de maio de 2026 às 20:52

O senador Flávio Bolsonaro ao lado do presidente norte-americano Donald Trump.
O senador Flávio Bolsonaro ao lado do presidente norte-americano Donald Trump. Crédito: Reprodução 

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (26) que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como organizações terroristas.

A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa após encontro realizado entre os dois na Casa Branca, em Washington.

Segundo Flávio, o pedido foi tratado diretamente durante a conversa com o presidente norte-americano.

“Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, afirmou o senador.

Ainda de acordo com o parlamentar, Trump respondeu que irá analisar a possibilidade de classificação das facções brasileiras como grupos terroristas.

Flávio Bolsonaro também afirmou que discutiu com Trump temas ligados à segurança pública, tarifas comerciais, terras raras e cooperação internacional.

Durante a coletiva, o senador declarou ainda que prometeu incluir o Brasil no chamado “Escudo das Américas” caso seja eleito presidente. A iniciativa liderada pelos EUA reúne países latino-americanos em ações de combate ao crime organizado e interferências estrangeiras.

O parlamentar também relatou que Trump perguntou sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, atitude que classificou como um “gesto humano”.

Segundo Flávio, ele recebeu do presidente norte-americano uma “challenge coin”, moeda comemorativa tradicionalmente utilizada em ambientes militares e diplomáticos nos Estados Unidos.

A viagem do senador aos EUA ocorreu após articulação feita por Eduardo Bolsonaro junto à ala ideológica ligada ao governo Trump.

Atualmente, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é contrário à classificação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos.

Integrantes do Palácio do Planalto avaliam que a medida poderia abrir margem para interpretações relacionadas à atuação internacional em território brasileiro.

Especialistas em segurança pública também argumentam que a legislação brasileira já prevê punições rigorosas contra facções criminosas, com penas consideradas mais severas em alguns casos do que a própria lei antiterrorismo.

Com informações do G1.