Publicado em 20 de agosto de 2026 às 17:55
Um terremoto de magnitude 6,7 atingiu o sul do Peru na tarde desta quinta-feira (20). Apesar da intensidade do tremor, que foi classificado como "muito forte" em algumas áreas pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), até o momento não há registros de feridos ou de estragos estruturais no país. Também não foram emitidos alertas de tsunami para a costa oeste da América Latina.>
O epicentro do tremor foi registrado em uma região de cordilheira. De acordo com o USGS, o abalo ocorreu a uma profundidade que variou entre 66,7 e 99 quilômetros. Já o Instituto de Geofísica do Peru estimou a magnitude do evento em 7,2, com uma profundidade de 108 quilômetros. Segundo o chefe da instituição peruana, Hernando Tavera, foi justamente essa grande profundidade que evitou a ocorrência de desastres de maior impacto. Ele informou que, embora a população tenha saído às ruas por preocupação, nenhum impacto grave foi constatado.>
O abalo concentrou-se em uma área pouco povoada, sendo a localidade mais próxima Coracora, cidade com cerca de 11 mil habitantes. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostraram grandes nuvens de poeira se desprendendo das montanhas da Cordilheira dos Andes logo após o abalo. A agência de notícias Andina confirmou que ocorreram alguns deslizamentos de terra nas áreas montanhosas, mas nenhum deles causou danos. Na capital do país, Lima, situada a cerca de 600 quilômetros de distância do epicentro, testemunhas relataram ter sentido um tremor leve, porém de longa duração.>
O Peru está localizado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma zona caracterizada por intensa atividade tectônica onde terremotos ocorrem de forma frequente. No final de julho deste ano, por exemplo, o país já havia registrado um tremor de magnitude 5,6 próximo à fronteira com o Brasil. Curiosamente, na semana anterior ao terremoto desta quinta-feira, o país havia realizado um exercício de simulação nacional de emergência contra tremores, motivado por fortes terremotos que atingiram recentemente a Venezuela e a Colômbia.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>