França mobiliza mais de 2 mil bombeiros para conter incêndios florestais

Agentes atuam no combate a focos em diferentes áreas do litoral mediterrâneo francês

Publicado em 2 de julho de 2026 às 21:23

O incêndio florestal atinge a região de Pouzols-Minervois, no departamento de Aude, no sul da França.
O incêndio florestal atinge a região de Pouzols-Minervois, no departamento de Aude, no sul da França. Crédito: Reprodução/Euro News

Mais de 2 mil bombeiros foram mobilizados nesta quinta-feira (2) para combater uma série de incêndios florestais no sul da França, em meio aos efeitos da onda de calor que atingiu a Europa nos últimos dias. As chamas avançam em áreas da costa mediterrânea e encontram um cenário favorável à propagação, com vegetação ressecada, baixa umidade e rajadas de vento.

Imagens registradas durante a madrugada mostram o fogo consumindo áreas de mata em regiões como Pouzols-Minervois e Paraza, enquanto equipes de emergência atuavam para tentar impedir o avanço das chamas em direção a áreas habitadas. A fumaça intensa e a instabilidade provocada pelo vento têm dificultado o trabalho das equipes em diferentes frentes.

Segundo autoridades francesas, os incêndios atingem ao menos três focos principais no sul do país. Um dos mais preocupantes está no departamento de Aude, onde centenas de bombeiros foram deslocados para conter o fogo. Também houve registro de incêndios em áreas próximas a Marselha, no litoral mediterrâneo, além de ocorrências em cidades do entorno.

Em Fréjus, no sul francês, moradores e turistas precisaram deixar áreas de camping por causa da proximidade das chamas. A retirada foi realizada como medida preventiva diante do risco de avanço do fogo.

O governo francês mantém o alerta diante das condições climáticas que favorecem novos incêndios. A combinação entre calor extremo, vento e solo seco tem elevado o nível de preocupação no país, que já enfrenta uma temporada marcada por focos em áreas de vegetação.

A onda de calor que atingiu parte da Europa nos últimos dias já vinha sendo apontada por órgãos meteorológicos como um fator de risco para o aumento de incêndios florestais, especialmente em regiões com vegetação mais seca e temperaturas elevadas por vários dias consecutivos.

Com informações do Metrópoles.