França prende 135 pessoas e apreende armas em operação para conter violência em protestos

Com 70 mil agentes nas ruas, governo reforça a segurança após episódios de saques, depredações e confrontos em diferentes cidades do país.

Publicado em 24 de outubro de 2026 às 14:24

(Para conter possíveis confrontos, o governo mobilizou cerca de 70 mil policiais e agentes de segurança em todo o território francês.)
(Para conter possíveis confrontos, o governo mobilizou cerca de 70 mil policiais e agentes de segurança em todo o território francês.) Crédito: Reprodução/Redes Sociais

A França intensificou o esquema de segurança neste sábado (24), diante do risco de novos episódios de violência durante manifestações pelo país. Até o início da tarde, 135 pessoas haviam sido presas, e armas e objetos potencialmente perigosos foram apreendidos pelas forças de segurança, segundo informações divulgadas pelo ministro do Interior, Laurent Nuñez.

Para conter possíveis confrontos, o governo mobilizou cerca de 70 mil policiais e agentes de segurança em todo o território francês. O reforço ocorre após manifestações anteriores terminarem em episódios de depredação, saques e enfrentamentos com as forças policiais.

Entre os materiais apreendidos estão armas de airsoft, uma katana, estilingues, fogos de artifício e outros objetos que poderiam ser utilizados em confrontos. As autoridades intensificaram as abordagens e a vigilância em áreas consideradas sensíveis.

Paris adota medidas preventivas

Na capital francesa, o policiamento foi reforçado em pontos estratégicos, incluindo a avenida Champs-Élysées. Estabelecimentos comerciais protegeram vitrines e fachadas diante do temor de novos saques.

A segurança também afetou o funcionamento de espaços públicos e atrações turísticas. Museus como o Louvre e o Museu d'Orsay fecharam preventivamente, enquanto algumas estações de metrô tiveram o funcionamento interrompido e trajetos de manifestações sofreram restrições.

Em outras cidades, como Lyon, Grenoble e Clermont-Ferrand, foram registrados confrontos pontuais. Em determinados locais, policiais utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar grupos.

Governo teme nova escalada de violência

As manifestações refletem a insatisfação de diferentes setores da população com questões econômicas e sociais, incluindo o custo de vida e as condições dos serviços públicos. A mobilização reúne grupos com reivindicações distintas, aumentando o desafio das autoridades para garantir a segurança sem impedir o direito de manifestação.

O governo francês atribui parte dos episódios violentos à atuação de grupos radicais e de pessoas envolvidas em saques. Já participantes dos protestos criticam as restrições impostas aos atos e defendem a continuidade das mobilizações.

Com milhares de agentes mobilizados, as autoridades mantêm o monitoramento das manifestações para evitar que os protestos voltem a terminar em destruição e confrontos. A operação representa uma das principais respostas do governo francês à recente onda de violência associada aos atos públicos.

Com informações do portal g1