Publicado em 17 de junho de 2026 às 11:26
Os líderes das maiores potências econômicas do planeta demonstraram uma sintonia inesperada durante a cúpula de Évian, na França, ao assinarem um manifesto conjunto nesta quarta-feira. O grupo, composto por Alemanha, Estados Unidos, Japão, Itália, França, Canadá, Reino Unido e a cúpula da União Europeia, superou as conhecidas resistências da gestão do presidente americano Donald Trump para consolidar um plano de asfixia financeira contra a Rússia.>
O objetivo central do novo pacote de sanções é desestabilizar os setores de gás e petróleo que financiam a máquina militar russa, além de garantir um reforço pesado nas defesas de Kiev.>
O alinhamento representa uma virada marcante em relação ao cenário do ano passado, quando a postura isolacionista de Washington impediu um consenso sobre o conflito. O recém-anunciado pacto de paz entre a Casa Branca e o Irã ajudou a destravar as negociações. Com a perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz e a consequente regularização do fluxo global de combustíveis, o governo americano aceitou endurecer novamente as punições contra o mercado de energia da Rússia.>
Embora o líder americano tenha minimizado o impacto da guerra para o seu país em conversas com a imprensa, o tom cooperativo nos bastidores surpreendeu positivamente os representantes da Europa.>
A nova postura do bloco injetou otimismo nos bastidores diplomáticos e foi celebrada com entusiasmo pelo governo ucraniano, que participou do evento como convidado especial por iniciativa do presidente francês Emmanuel Macron. No front militar, as potências se comprometeram a acelerar as entregas de escudos antimísseis e armamentos de longo alcance para a Ucrânia.>
Autoridades europeias destacaram que o cenário atual mostra sinais claros de desgaste por parte de Moscou e que o avanço das tropas ucranianas nos últimos meses justifica a intensificação do suporte internacional.>
Para além do conflito no leste europeu, o G7 aproveitou o encontro para abrir uma nova frente de debates focada nos desequilíbrios do comércio internacional e na forte dependência ocidental em relação à China. Os líderes discutiram estratégias para proteger investidores e blindar o mercado de minerais críticos contra práticas comerciais desleais do gigante asiático.>
A costura dessa agenda tenta equilibrar a visão protecionista da ala americana com a necessidade urgente da Europa de atrair novos investimentos, desenhando um novo mapa de alianças para os próximos anos.>