Governo Trump acusa Brasil de falhar no combate ao PCC e CV e cobra 'medidas enérgicas'

Relatório anual enviado ao Congresso dos EUA classifica facções brasileiras como ameaça à segurança mundial

Publicado em 16 de setembro de 2026 às 16:07

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Crédito: Abe McNatt/Official White House Photo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o governo brasileiro de ter falhado no combate às facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). As declarações constam no relatório anual sobre o panorama do tráfico internacional de drogas, elaborado pelo Departamento de Estado e enviado ao Congresso norte-americano. No documento, Washington cobra que o governo brasileiro adote, com urgência, "medidas enérgicas" para enfrentar e derrotar os grupos.

Segundo o levantamento, o PCC e o CV foram incluídos recentemente na lista norte-americana de organizações terroristas e "transformaram o país em um centro para o fluxo global de cocaína". O texto sustenta que as facções representam uma "ameaça à segurança mundial" e argumenta que, enquanto outros governos do Hemisfério Ocidental vêm adotando "medidas corajosas" contra cartéis, o Brasil não tem enfrentado as duas organizações antes que elas se espalhem.

O relatório da Casa Branca também apresentou uma avaliação da atuação de outros países no combate às drogas. De acordo com o documento, Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia também falharam em cumprir obrigações de acordos internacionais no último ano. O governo dos EUA pediu ainda que o México intensifique ações contra organizações narcoterroristas, que o Canadá feche laboratórios clandestinos e que a China reduza o envio de insumos químicos usados na produção de fentanil.

Por outro lado, o documento apontou que mudanças recentes de governo em países sul-americanos, destacando casos como Venezuela, Bolívia e Colômbia, criaram "oportunidades históricas" para ampliar a cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.