Governo Trump nega plano para impedir reeleição de Lula

Departamento de Estado afirmou que os Estados Unidos mantêm respeito pela soberania brasileira e pela escolha democrática dos eleitores

Publicado em 13 de agosto de 2026 às 14:32

Departamento de Estado afirmou que os Estados Unidos mantêm respeito pela soberania brasileira e pela escolha democrática dos eleitores
Departamento de Estado afirmou que os Estados Unidos mantêm respeito pela soberania brasileira e pela escolha democrática dos eleitores Crédito: Reprodução 

O Departamento de Estado dos Estados Unidos negou nesta quinta-feira (13) que exista qualquer plano do governo norte-americano para interferir nas eleições brasileiras ou impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração foi dada ao portal g1 após informações de que integrantes do governo brasileiro avaliam que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, estaria adotando uma estratégia contrária à permanência de Lula no poder após as eleições de outubro.

Em resposta ao questionamento, uma autoridade do Departamento de Estado afirmou que os Estados Unidos mantêm respeito pela soberania brasileira e pela escolha democrática dos eleitores.

“Damos grande importância à relação com o Brasil. Respeitamos o povo brasileiro e qualquer governo que eles escolham livremente, por meio de eleições livres e justas no Brasil. E nós temos respeitado e mantido relações com governos de ambos os lados do espectro político no Brasil, e tivemos relações muito bem-sucedidas com eles”, declarou a fonte.

Segundo o g1, assessores do presidente Lula interpretaram recentes movimentos da diplomacia norte-americana como sinais de uma possível atuação política contra o petista. A avaliação ganhou força após a divulgação de um vídeo do governo de Donald Trump afirmando que o domínio dos Estados Unidos sobre o continente americano “nunca mais será questionado”.

Apesar da negativa oficial, a expressão “eleições livres e justas” já foi utilizada anteriormente por integrantes do governo Trump em manifestações sobre processos eleitorais de outros países. No Brasil, entretanto, o sistema eleitoral é reconhecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como seguro, e as urnas eletrônicas têm sua confiabilidade reiteradamente defendida pela Justiça Eleitoral.

Com informações do g1.